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Quero leveza e quero dias sem preocupações. Quero um abraço sem proteção, e um carinho de mil sentidos. quero um beijo inesperado e o calo...

Eu Quero...

Quero leveza e quero dias sem preocupações.
Quero um abraço sem proteção, e um carinho de mil sentidos.
quero um beijo inesperado e o calor intenso sobre minhas coxas, peito, braços, pernas e nuca.
Quero o arrepio na virilha e o ribombar sereno e inocente no coração.
Quero permanecer mudo entre seus joelhos e contar cada fio de pelo.
Quero suar a luz da sala, discutir um filme ruim
Fingir gostar daquele livro sem nunca te-lo lido
Quero mudar meus horários de acordo com o relógio no seu pulso esquerdo.
Quero andar de mãos dadas na frente de freiras e manter distancia na multidão
Quero poder recolher-lo na multidão.
Quero sentir falta e culpa por um envio de beijo ameno
Quero menos "eu também" e muitas frases inteiras
Ou silêncios com significado.
Quero passar dias apenas te olhando sem dizer nada
Quero noites de sexo intenso, mas também noites de abstinência
Quero deitar de corpo nu e dormir colado, corpo a corpo
Desvendar cada linha, cada curva, cada odor, cada temperatura, cara nuance sem 'temer' invasão.
Quero cumplicidade e e temor, mas nada de medo.
Quero espaço e sufocamento na mesma medida
Quero um bater de telefone, uma carta escrita
Quero fotos comprometedoras e aquelas de comercial de margarina
Quero notar todo o universo nas primeiras silabas proferidas
quero conhecer os diâmetros dos seus dedos
E quero tardes mornas num parque regados a vinho, e bolacha água e sal, num dia de sol.
Quero poder preparar comidas ruins e ouvir um elogio sem real motivo
Quero esperar, apenas para vê-la chegar.
Quero conversas idiotas, falta de assunto, riso frouxo e marcas no pescoço
Quero sonhos com seu rosto e seu peso na minha consciência me acordando com fluidos...
Quero ter vergonha e perder o pudor,
Quero exibição, idolatria e chatice.
Quero de fato o imprevisível, a surpresa e a segurança.
Quero algo que ainda não encontrei...

Respira fundo. Mas respira errado, antes da horam da forma errada, fora do jeito. Uma leve pontada aponta e pontua do lado direito da coste...

Respira fundo. Mas respira errado, antes da horam da forma errada, fora do jeito.
Uma leve pontada aponta e pontua do lado direito da costela, ou entre ela. Quem sabe...
Chuva lá fora e algo querendo transbordar logo aqui dentro.
Mais uma garrafa de água sorvida feito leite das tetas- um calor ramescente da ultima porta deixada aberta do inferno.
Na mão, caneca, teclado e sujeira; da tinta preta da caneta estourada sem perceber.
Nas folhas de papel espalhadas pelos cantos e na tela do computador ligado a hora sem descanso, trechos e frases de um texto sem sentido.
No relógio  o tempo conta 06h28min. A cama lhe chamara mas a mente lhe seduzira. Não conseguia dormir, sossegar.
Nas promessas de um dia longo e com menos suores indesejáveis  um cheiro de café ainda não feito, pairava no ar a medida que inebriava os sentidos e a fome de querer saber o que o mantinha desperto onde não devia mais estar.
Repassa os compassos, as linhas, as curvas e pontuações. Coloca uma canção e não se anima, mas a escuta ate o fim e ate se arrepia- a janela estava entreaberta.
O cão la fora, denunciava dar sinal de vida. Os pássaros já estavam no batente, batendo cartão. Mais um dia.
Respira fundo outra vez. A dor do lado esquerdo se abradara. Agora era a vez do ribombar da cabeça. Na nuca. Dor latejante incomoda sem razão. Era o sono. Mas onde estava?
ah, claro! A cabeça pensante querendo lhe mostrar algo, lhe dizer algo. Mas de novo: Mas o que?
Fome de comida já não havia mais, só o café- já sendo preparado pela tecnologia. Sem cheiro. Nunca soubera sustentar o seu vico afinal.
Pensava enquanto girava a caneta estourada na mão: queria ser fumante. Um cigarro para compor o cenário noir em que se encontrava. Uma mesinha desforme, um ser fumante, embebecido pelo sabor amargo do café pelando, sobre a luz do computador.
Mas ele não fumava. Seu pulmão não suportava. Não suportava nem ar. Pontada novamente. respira raso.
A garrafa d'água precisava ser novamente preenchida. Mas o café era mais importante.
Três goles, prazer e fim.
Dois cliques, e uma rápida punheta, num porno misógino qualquer.
Limpa o esperma numa meia velha e imperceptivelmente cheira a palma da mão- involuntário.  Coça a cabeça, de cabelos desgrenhados e secos. Levanta.
O gosto amargo lhe produz tosse. tosse seca como os cabelos e calcanhar. Escova os dentes na esperança de poder completar seu ciclo.
Funciona.
Desliga o computador abandona a caneta e se enfia no meio da cama de solteiro fria- aconchegante por isso.
Antes de fechar os olhos que lhe projetam minusculas bolinhas luminosas em raio-x's; nota que escrevera no pulso uma pequena palavra sem nem mesmo lembrar: inércia.
Não. era: sera? Havia o ponto de interrogação.
Levanta novamente e corre para ligar o computador novamente. Procura o arquivo em que estava dedilhando vômitos ortográficos e encontra: "A vida é repleta de estradas, estradas estas repletas de pedras que cortam nossos pés, deixando cicatrizes. Não feridas; cicatrizes." atribuída a um autor desconhecida e uma nota no rodapé: "são as horas que repetem no sono que não traz, a insegurança do que não vier e no que já foi sem retornar"
Sem entender e meio decepcionado por isso, voltou a desligar o computador e dormiu em menos de 5 minutos.
Nos sonhos; nada. Apenas tela branca com visões de leite.
A respiração ainda existia e estava normal.

(...) "...e como faço para impedir os ecos que insistem em gritar: 'volta... volta...' Quanto mais puxo as cobertas da razão...


(...)
"...e como faço para impedir os ecos que insistem em gritar: 'volta... volta...'
Quanto mais puxo as cobertas da razão e do amor próprio, mais e mais vislumbro seus dedos apontando, sua boca gesticulando dor, seu silencio assassino, sua não procura bestial, seus olhos abertos idiotamente longe de minha direção.
Como faço para abandonar essa paternidade ao apego, a falta, a saudade?
Como faço para voltar a ver o meu reflexo, e não o seu nos meus espelhos e sobre as pálpebras úmidas e fechadas?
E como, como faço, para voltar a ter paz incompleto sem nunca saber?"

Protetor: aquele que protege, defende, guarda, mantém. Sinônimo de segurança, bem estar, confiança... Isso é o que diz o dicionario, ...

Aos cuidados de Silvano 'Joe' Gomes .. - HappyBDay "Ursão"



Protetor: aquele que protege, defende, guarda, mantém.
Sinônimo de segurança, bem estar, confiança...

Isso é o que diz o dicionario, mas o conceito vai alem.

Não cansei, mas já adquiri um certo senso de quantas vezes exaltei, enalteci e guardei ternura de minha devoção e apego por banda, som, letras e seres humanos ali contidos.

Mas o que nunca havia entendido de fato ate pouco tempo, é o que isso significava realmente em minha vida, em minhas projeções e caminhos, escolhas, e características emocionais e sentimentais ate.

Cada um ali que estava por trás do som, das ideologias e gestos que me caracterizavam aos poucos como pessoa e cidadão, que davam vazão a catarse adormecido em mim, que me me auxiliavam na descoberta pelo caminho longo e tortuoso a frente, carregava uma quota de identificação e significado.
Mas era justamente o mais calado - risos - que por algum motivo transmitia a sensação inexplicável de "fazer parte de um todo", que cada show, cada entrevista, cada foto, cada musica conferia.

Muitos amigos dizem que você sempre foi a alma daquela banda. Eu concordo.

Mas muito mais do que isso, hoje o vejo, o tenho como mais do que um alicerce de parte da minha vida. Vejo-o e sinto-o como o protetor, nosso literalmente grande ursão.
Não pelo tamanho, ou peso não, nem pela barba sexy característica, mas pela mansa fala, pela serenidade e força ao mesmo tempo, pelo abraço reconfortante e caloroso, mas principalmente pela maneira que transmite paz e necessidade, familiaridade em cada timbre de voz, em cada tocada e melodia criada, em cada sorriso maroto, em cada esboço e trejeito tímido.

É o homem que parecemos conhecer mesmo sem nunca termos conversado, é aquele que retemos memorias e lembranças mesmo sem nunca termo-nos fotografado, é aquele a quem recorremos e buscamos para um reconforto, ajuda, conselho e diversão num fim tarde, ou numa noite gostosa a mesa do bar.

Tal qual a mania - ainda? - de nudismo latente que lhe apetece as vezes, vemos verdade no seu olhar.
Sim, o principal- o olhar.
Aquele olhar que não desvia e que como nenhum outro transmite a sensação de que como poucos, realmente nos enxerga e nos somente nos focaliza; não por acaso seja o único que uma vez me deu o prazer de ter se identificado e me confirmar a leitura de um outro texto de amor sim, de amizade, de agradecimento e respeito, pelo profissional claro que é, mas principalmente pelo grande patrono e HOMEM que sempre demonstrou ser e é.

Por isso e por cada dia, cada momento meu de desespero amenizado, e de alegria compartilhada sem saber Senhor Silvano, Lhe desejo os melhores votos de Feliz aniversario, regados tal qual sua filosofia demonstrativa de vida leva: vida em viver.

Seja nos mantendo sempre ACORDADOS, em cada MEMORIA contida, que venham mais 10 longos anos e mais, de possibilidades para eu e tantos milhões de fãs, admiradores e amigos ocultos, termos a honra de poder lhe transmitir mesmo que assim, nossos e meu mais querido e agradecido Parabéns.




Canta Meu "Rei", pois hoje também estamos a seu serviço *_* :

Como o dia é DELA, nada mais justo que eu fazer uma play list SÓ COM ELA  né? Vou colocar abaixo uma relação de 18 musicas (fora de ordem ...

PlayList Pitty (pelo HappyBDay)


Como o dia é DELA, nada mais justo que eu fazer uma play list SÓ COM ELA  né?
Vou colocar abaixo uma relação de 18 musicas (fora de ordem de importância) do meu momento com relação a ELA, e mais 3 bônus.

Here Go!

(alguns player podem estar com o tamanho fora da estrutura limite do blog, caso isso ocorra, assista/ouça diretamente do youtube - sim, estou com preguiça extrema de configurar da maneira correta rs)

1. 8 ou 80



2. Admirável Chip Novo


3. Teto de Vidro


4. Todos Estão Mudos



5. Máscara



6. Pulsos



7. Me Adora



8. Do Mesmo Lado



9. Anacrônico



10. Quem Vai Queimar?



11. De Você



12. Na Sua Estante



13. Beethoven Blues



14. Dançando



15. Embrace The Devil



16. B.Day



17. Upside Down



18. Say


Bônus

19. Nós Vamos Invadir Sua Praia



20. O Muro



21. Deus Lhe Pague (com a nação zumbi é maravilhoso)





"Ele vivia de opostos, de opostos que o possuíam por lados iguais. Ele se sentia diferente e não sabia o porque isso não lhe confor...

Ela - HappyBDay Pitty


"Ele vivia de opostos, de opostos que o possuíam por lados iguais.
Ele se sentia diferente e não sabia o porque isso não lhe conformava mais.
Um dia, prestes a aceitar a fechadura e entrar na gaiola feliz, cantando e banhando-se na água fornecida pelas mãos alem das grades, ele escutou um chamado.
Um som, um zumbido vindo de dentro não de fora.
Era um Admirável conhecimento novo.
De cada anacronismo que a ele se seguiu, cara, pele, sangue, pensamento e coração, foram se transformando e formando camadas que possibilitaram uma especie de camuflagem e impermeabilização às mãos e olhos de fora a lhe observar encerrado na grande gaiola dourada.
Num verdadeiro Desconcerto de possibilidades, ele se viu finalmente pleno de sua condição, mesmo em meio as duvidas e a grande procura por saber quem é e de que lugar pertence. Viu-se ainda que preso entre doutrinas e conceitos moralistas, visível e texturizado entre o claro e escuro, Chiaroscuro provindos daqueles Admiráveis sons, daquelas admiráveis palavras, daquela trupe agridoce de reflexões, prazeres e escape de realidade, sobre as realidades impostas.
Ele sentiu, mesmo ainda oposto, ele sentiu. E permanece ainda hoje, do lado direito Dela... da voz..."

Esse ano, vivi os piores momentos da minha vida. Os mais intensos e derradeiros.
Dentre despedidas, idas e vindas, perdas e aprendizados, finalizações e recriações, cresci. Como sempre. A lei da vida, a natureza...
Mudei, e como cada fase da lua, ou como o tempo desconexo de São Paulo esses dias, senti-me mutar da água turva, para uma com sal ou um pouco de açúcar talvez.
Feito seriado, imagens, planos e trilhas sonoras me acompanharam em cada fase. Novas trilhas, novas imagens, novas ideologias. Mas uma permaneceu, mutante tal qual eu, mas instável no significado intrínseco dentro de mim e ao meu redor.

E é por esse clamor intimo, invisível e por vezes silencioso, que transita todo meu respeito, admiração, amor sim, um tipo de amor afetivo, elucidativo, de dependência, de falta, e procura, meu fanatismo, minha formação, ou parte dela, de caráter, ideais e visão de mundo, sociedade, vida, sentimento e emoção.
Que me forneceu o principal escudo e a principal espada e armadura de encontro com a minha liberdade, ou ao menos a procura dela, a de ser UM. De pensar por mim mesmo, de acreditar no que minha mente, sensações e vontades mais loucas, estranhas e bizarras possam me trazer. Por isso e por tanto tudo e por tudo tanto que hoje me sinto na obrigação... não, na alegria, de desejar ao vento e além dele um Feliz aniversario, a mulher e melhor amiga que tive nos dias de lagrimas, êxtase, perdição,duvidas, paixões, e vivencias.
Parabéns a Ela. Que sempre sera... "Ela". ♥


Vazio... Olha o estupor, a mente, o pente quebrado, os dentes cerrados, e a pele que embranquece sem hidratação. Na calada da noite, o...

Caverna dos Ecos


Vazio...
Olha o estupor, a mente, o pente quebrado, os dentes cerrados, e a pele que embranquece sem hidratação. Na calada da noite, o ontem se repete, e na manhã de agora se refaz.
Ineditismo imediato de atos sem ações.
Consequências em estado bruto. Puto. A colher que cai na sobremesa do chão não passa, mas a raiva chega a latejar nas têmporas sem acusar, só aponta. E dói.
Preparar o café - é consequência.

Resistir ao transito e ao novo por do sol.
Doutrinas, conceitos moralistas. Estende de novo, a camisa molhada no varal de fios roubados.
É o gato. Os fios da cidade captando tudo.
Platão...
Não; Aristóteles... Besteira!

Cada diz mais cada vez mais dia. Menos horas, e a tentativa de selar mais conhecimento, em dados que já atingiram o limite. Cadê o backup?
Tantas possibilidades, tanta liberdade velada, tantos problemas sobrepostos a resolver, é tanta informação por segundo, mas as mesmas vinte e quatro horas de sempre para coexistir; que a angustia dança vela e valsa de nota só.
De querer ser Um e ser obrigado a ser Tantos, sem saber como; a expressão: “é massante", se encaixa.

Uns chamam de frescura da globalização, o novo "to estressado”.
É realidade de época. (?)
Quem não se lembra da “Rebeldia” do passado?.

O casaco adoece no cabide e os dias se arrastam, já não sabem caminhar.
Tudo tanto de novo e de novo...
Vazio.
E de novo, de novo, de novo...

É o sintético fingindo ser orgânico.
Na caverna dos ecos, a teoria dorme, o beijo molhado é calado com outro um pouco mais seco.
Já tão longe do canto dos pássaros...

'De dentro da caverna, naquela manhã, a coruja sábia, que viu fogo por trás das sombras disse ao primata ereto:

“Vai minha criança, jogue o boomerang, estenda os braços e lance. Lance pro alto Esperança.”
O boomerang esperança voou. Alcançou o céu. Não voltou.'


"Livre pensamento em reto torto se indigna
Com o que lhe foi posto pra pensar
tudo aquilo que um dia lhe parecia o certo
Agora começava a mudar

Abriu bem os olhos, olhou para os lados
E viu o quanto todos eram iguais
Grifes de farrapos, cegos da razão
Preferiu então olhar pra trás...

Logo deu no mesmo viu que as direções levavam ao mesmo fim
Que ele era mais um prisioneiro primata dentro do próprio jardim
Perdido na rotina "democrática" de se divertir
Jogando bola na calçada...
Se conformando com o nada..."*

Com o nada...


Naquela noite, choveu concreto.




*Trecho da Musica "Novo Sol" da Banda Mafalda Morfina (Escute no Player Acima)

Cheguei por volta das 20:30 no espaço das Américas acompanhado de um amigo. Uma fila relativamente grande se estendia a frente, mas que...

Resenha Pessoal sobre o VMB 2012



Cheguei por volta das 20:30 no espaço das Américas acompanhado de um amigo. Uma fila relativamente grande se estendia a frente, mas que em menos de 10 minutos se dissipou. A entrada foi muito tranquila.
Logo na entrada belos retratos em preto e branco nos recebiam – Michael Jackson, Marylin Monroe e outras personalidades e artistas musicais do passado-.

Com um visual urbano, mas ao mesmo tempo clean, com luzes entre o vermelho, azul e alaranjado, o Espaço das Américas foi transformado numa espécie de beco chik. Com garagens velhas, paredes decoradas com bandejas e pistas de street.

Nessa edição do premio De Vídeo e Musica Brasileira da MTV, a cultura de rua dominou. Não se enganem... O tema jamais foi ser Hip Hop ou Rap, mas sim cultura de rua. E os Shows provavam isso. Mesmo os mais intimistas, tinham em suas letras a mensagem da rua: sobreviver, lutar, acreditar e respeitar.

Iniciando com a volta triunfal do Planet Hemp (apresentados pela nervosa Gaia e Chuck Hipólito), os shows do VMB provaram que realmente sabem ser multi-shows.
Planet provou ao mundo e a eles mesmos, que o tempo é um aliado e tanto para algumas bandas. Nunca tive oportunidade de vê-los ao vivo ate aquele dia, mas não é difícil conferir vídeos no youtube de apresentações passadas mornas e que beiravam ao amadorismo. O discurso se perdia nas falhas. Isso não existe mais.
Com coesão, Som extremamente impecável, vocais viscerais, e uma bateria interessante, D2 e Benegão conduziram, um medley entre os maiores sucessos da carreira da banda – estritamente do álbum de 1992, “Usuário”- com hit’s como ‘Legalize Já’ e ‘Mantenha o Respeito’ cantando em coro por todos da plateia, inclusive na parte das cadeiras com os artistas.



A essa apresentação histórica, seguiu-se os shows de Marcelo D2, e Karina Buhr. Mesmo que eu não consiga gostar do seu estilo pós-punk progressivo de cantar e agir, reconheço que foi uma bela apresentação, que não animou a plateia, mas que ao menos provou que ela tava amparada por uma mega banda, que nos brindaram com as melhores distorções de guitarra da noite.

Em seguida rolou o show do Agridoce que escolheu a canção cover que fecha o álbum do Duo: ‘Please Please Pleasele Let Me Get Whay I Want’. Acompanhados por um coral de meninas vestidas com mantas com o rosto de Morissey, a apresentação ainda contou com a intervenção do publico que recebeu mini-lanternas, que acenderam durante a apresentação. Ali pessoalmente o som principalmente do coral deixou muito a desejar, mas pela TV ficou lindo! E diga-se de passagem: A Pitty não cansa de ser linda na vida ne? E seria muito interessante a introdução desse coral ou qualquer outro nas apresentações futuras do Duo. Porque por mais que a intenção do Projeto tenha começado intimista e simples, a realidade é que ele funciona com grandeza. 




De repente uma as rampas de skate dispostas a frente dos palcos, revelou Projota, que preparou o terreno executando um show correto e extremamente qualitativo - me surpreendeu pela qualidade técnica e vocal – para os iniciantes ConeCrewEDiretoria, que incendiou quase que literalmente o espaço das Américas, fazendo o show mais visceral e catártico da noite depois de Planet Hemp ate então.




Emicida surgiu com Seu Dedo Na ferida, musica protesto que inclusive lhe rendeu voz de prisão no inicio do ano durante uma apresentação.
Com os dedos do meio apontados em todas as direções e um coral de “foda-se vocês”, o show foi morno, e não conseguiu mostrar todo o talento de ritmos que Emicida possui(e que por isso lhe rendeu a parceria no DVD que será lançado em breve com o Criolo).

Com apresentação apática, mas beirando a pornografia divertida, o Bonde do Rolê conseguiu agitar e render comentários com uma apresentação repleta de homens sarados com sungas minúsculas, e mulheres sensuais dançando molhadas.

Então se já não bastasse Termos vivenciado uma abertura histórica e grandiosa, a noite nos brinda com um show de Gal Costa, ícone da musica nacional, que surgiu confiante e educada, e nos apresentou “Neguinho” canção de seu excelente álbum Recanto Escuro. Como já era de se esperar, não conseguiu agitar a plateia, nem mesmo com a simpatia evidente de Gal e as batidas eletrônicas da musica gostosa de ouvir, mas como se estivessem diante de uma entidade, todos sem exceções prestavam atenção a cada movimento de Gal que estava visivelmente animada com a perspectiva de fazer um show num ambiente tão atípico ao seu de costume e com uma plateia tão aquém de seu tempo. Chuvas de papel preto encerraram seu show com palmas respeitosas.




Numa noite que celebrou a cultura de rua, com shows poderosos, nada melhor do que a entidade máxima do assunto. Para encerrar o VMB 2012 ninguém menos do que Racionais MC's a nossa maior banda de rap nacional de todos os tempos, surgiu numa entrada espetacular e intimidadora para mais de 30 minutos de show, que passeou de antigos sucessos como “Nego Drama” ate canções recentes.
Apesar de estar na ativa, essa foi a grande volta dos Racionais aos palcos, assim como o Planet Hemp, uma vez que Racionais não sobem a um palco desde 1998.
Com uma maestria de dar inveja a qualquer artista, O grupo conduzia suas rimas com precisão e confiança. A Atmosfera do Espaço das Américas mudou no instante em que Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay, dentre outros subiram ao palco. Artistas e plateias se levantaram, silenciaram. A produção da MTV parou tudo, seguranças nas pontas da arena viravam-se para contemplar aquele show. O respeito pela trajetória, pela luta e pela palavra ali dita por tantos anos, e tão caracteristicamente paulista hipnotizavam. Uma mescla de medo e admiração.



Aqui o cheiro de maconha ressurgiu... Como que para fechar o evento como começou..
Entre os premiados da noite o destaque ficou com Gaby Amarantes que levou o maior premio da Noite o de Artista do Ano (além de melhor capa e melhor artista feminina).
Clipe do ano ficou merecidamente com Racionais Mc e Hit do Ano (único votado pelo publico ate o dia da premiação) ficou mais uma vez com Restart que recebeu a maior vaia da noite(antes já recebida pelas fãs do One Direction que ganhou como melhor artista internacional). 
Aqui preciso fazer uma ressalva:




Acho uma idiotice sem tamanho a vaia contra o Restart no VMB. Gostando ou não é culpa de nego que não votou suficiente o fato de outro artista talvez ate mais merecido não ter levado o tal premio... Nisso os caras merecem - pelos fãs dedicados que tem ué - todo o respeito. Fizeram por merecer oras (ah é porque são crianças e tem tempo para perder votando.. que seja.. se for assim - e é - qual o problema? o adolescente ou adulto que diz isso já deveria ter crescido o suficiente para nem levar tal categoria a serio ou no mínimo não se incomodar com isso..) acho bobeira e falta de respeito vaia..o mesmo com as coitadas das fãs do One Direction. Fica feio.. Não para eles para nós (me incluo aqui porque estava na plateia, fazia parte da massa geral..) é legal e meio que protesto e deixar claro que não acho valido e aceitável algo sem qualidade ter tanto destaque? Beleza... Inicio de vaia, ou mesmo sair e não dar atenção...  mas porran! Daquela maneira? tks tks..
Agora se fosse vaia para a pessoa Pelanza, por exemplo... ai seria outra historia mais interessante e válida...

Veja abaixo todos os vencedores:

Artista do Ano – GABY AMARANTOS
Melhor Disco – BNEGÃO & SELETORES DE FREQUÊNCIA – SINTONIZA LÁ
Melhor Música – empate: WADO – COM A PONTA DOS DEDOS e EMICIDA – DEDO NA FERIDA
Melhor Capa – GABY AMARANTOS – TREME (arte: Greenvision/Gotazkaen)
Melhor Artista Masculino – CRIOLO
Melhor Artista Feminino – GABY AMARANTOS
Melhor Banda – VANGUART
Revelação – PROJOTA
Aposta – O TERNO
Clipe do Ano – RACIONAIS MC’S – MIL FACES DE UM HOMEM LEAL (MARIGHELLA)
Hit do Ano – MENINA ESTRANHA – RESTART
Artista Internacional – ONE DIRECTION

Em resumo a MTV prometeu e cumpriu: maior vmb da historia da emissora, com as sempre polemicas e divertidas intervenções de seus comediantes excelentes ( destaque para Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Tatá Werneck e César Polvilho), seus convidados ( os medalhistas olímpicos ) e a inclusão ao respeito mutuo de gêneros musicais contra a ignorância – vide Terminator com os meninos donos do hit chiclete Eu quero Tchu tcha em ritmo de Heavy Metal -.



Com um pouco mais de 3 horas e meia de duração- não completou 4 horas, a menos que se conte o aquecimento – O VMB inovou e mostrou que sabe celebrar a musica brasileira, mesmo que a maioria de seus consumidores não.
A noite conseguiu cumprir com sua proposta: propor conscientização, respeito e tolerância, e diversificação de uma vez. Isso ficou claro nos premiados e nos discursos de tais. Tudo parte de um todo – as ruas da vida, seja de calçadas limpas e retas ou de asfalto sujo e cheio de buracos.

Mas fica uma reclamação: não tenho mais pique para ficar horas e horas de pé sem bebida alcoólica e to com torcicolo ate agora por conta de nunca saber pra que lado olhar durante a premiação (palcos simultâneos ate quando Pescoço? )

















Por que meus dias são feitos de torrões de açúcar. Uma dose certa, uma combinação errada, pode me transformar em delicias para se saborear o...

Push "e" Shove

Por que meus dias são feitos de torrões de açúcar. Uma dose certa, uma combinação errada, pode me transformar em delicias para se saborear ou me derreter de forma a me destruir.
Meus dias estão patinando no limite. limites de vontades, de interesses, de busca, de lembranças, de pesos vivos, de um futuro tão perto mas impalpável, de comidas calóricas, de abusos e culpas e felicidades momentâneas.
São dias de calor intenso pedindo e necessitando de chuva não só para amenizar a sinusite, mas para lavar tudo que esta impregnado e sujando minhas tardes de riso, minhas noites de fuga, minhas manhãs de paz e minhas madrugadas de filmes.
É o cheiro de livro redescoberto, é a existência da serie recém descoberta, é a musica nova, o link vazado, a possibilidade de shows baratos que caracterizam minhas alegrias e amores no momento.
Não ha falta, não ha perda, só há muito de tudo tanto capaz de me fechar em meu mundo, onde vivo de sabores, cheiros, texturas e sons - pequenas visões- e muitas alucinações e sonhos loucos.
Amor é o novo disco da banda que me fez viver a adolescência, paixão e o xaveco que não dará em nada mas que infla o meu ego, tesão é a lista de filmes feita a dois anos sendo pouco a pouco esvaziada.
Paz é constatar que o que passou, passou, que fez historia, e permanece igual se houvesse interesse. que o quebra cabeça se formou e sei onde esta cada peça, e por isso nada mais confunde ou machuca. É saudosismo e nostalgia.
Felicidade e alegria e poder planejar retornos jamais idos, e o cheiro de mãe impregnado nas cobertos do sofá morno antes de ir dormir.
Viver é entender. E finalmente to me aplicando...

Era inverno, mas o sol pelava as juntas de Mariana antes mesmo de o relógio bater 11h15min. Sem café, sem chá ou pão de queijo, Mari...

Mariana



Era inverno, mas o sol pelava as juntas de Mariana antes mesmo de o relógio bater 11h15min.
Sem café, sem chá ou pão de queijo, Mariana se atrasara para o primeiro dia da ultima semana, do inicio de um semestre derradeiro: o da formatura.
Seus 19 anos de nada valiam entre todos aqueles papeis, sonhos, noites de sono massacradas pela indiferença de Morpheus. Letras. Entre as letras ela tentava se formar em Letras.
E mesmo entre as palavras essa matemática – mensalidade, custo, comida, trabalho e prazeres – parecia não encaixar em sua equação básica.

Porta destrancada, e o cheiro da rua úmida pela garoa da madrugada no asfalto exalavam ao redor e por entre ela. Ponto de ônibus lotado assim como o coletivo apertado logo em seguida.
12h12min. Mariana toca o interfone do Hall de entrada da faculdade. Atrasada. Só mais um dia comum.
Prova, questão 02, cinco alternativas, nenhuma delas correta, um erro, uma suplica, um esquecimento. Coração batendo forte e Mariana consegue um trabalho extra a ser entregue ate o final da semana.
Volta para casa. Derrota. Parada na padaria verde na zona oeste entre a faculdade e seu lar, para saciar a fome da ansiedade latente; ela senta no balcão sozinha.
Donnuts para se sentir americana e café expresso para ser feliz mesmo que por três goles mornos.
Chaves; comanda, fila e caixa; pagamento – R$2,90 –; rua e ladeira abaixo.

Casa. Abre a porta, troca às roupas claras por uma escura. Porta, rua. Rumo ao trabalho na zona central. Volta – esquecera de trancar a porta.
Ônibus lotado novamente. Calor. Cansaço sem nem ter começado o dia ativo.
Mil coisas na cabeça. Letras e números dançando invisíveis a hulla da zoazão.

Bronca do chefe, e do subchefe, de seu superior, do cliente e da colega fofoqueira.
Almoço vomitado no banheiro milimetricamente limpo do terceiro andar da Contabilidade S/A.

22h15min. Casa. Porta. Destranca e tranca com cadeado. Janta leve – salada de alface, única coisa da semana – no noticiário local três mortes próximo à ponte, uma cantora grávida, um ex-participante de reality shows que saiu com seu poddle pelas ruas mais cedo e a taxa de desemprego aumentando gradativamente. Horário político – desliga a TV.
No radio o single do momento patrocinado por Hector Amarante 75012 do partido branco.
Banho – 5 minutos – pijama listrado e cama. Sonhos conturbados e o fim de um dia de uma semana.

Chuva e vento forte. Novo dia.
Mariana desperta as 06h15min. Café morno. Banho morno.
Chaves, carteira e apostila. Porta...
Will Augusto. Tecnologia do Blogger.

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Aquilo Tudo que posta no Facebook e mais tantos mistérios que nem mesmo o espelho ou o mundo dos sonhos foi capaz - ainda - de descobrir.