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Noite fria em São Paulo. Uma das ruas mais clássicas da cidade. Rua Augusta. Toda uma trupe e mais curiosos e simpatizantes. Pequena parada ...

Agridoce

Noite fria em São Paulo. Uma das ruas mais clássicas da cidade. Rua Augusta. Toda uma trupe e mais curiosos e simpatizantes.
Pequena parada para rever amigos, bar do Bahia E enfim Studio SP.
Finlândia já estava no palco.
Mesclando um bolero, com tango e soul, vi e escutei ali uma musica latina executada e misturada da melhor forma possível. Gostei.
Então o grande momento a grande estréia da noite..por volta da 1 da manhã Pitty e Martin sobem ao palco..é agridoce entrando em cena.
Visivelmente emocionados eles partem para uma narrativa da saga de ambos por esse caminho novo...
B Day inicia a noite que prometia ser fora do eixo literalmente.
Com lençóis postos e sobrepostos uns nos outros brancos e em camadas de diferentes e alternados tamanhos, imagens iam sendo projetadas a bel prazer de seu executor..como texturas para as canções ali proferidas e tocadas.
A cada dedilhar Martin impunha uma identidade diferente da do som de estúdio, mas repleta de energia e delicadeza..o mesmo na tímida e nervosa Pitty..iniciou receosa mas logo percebeu(é apenas mais um palco) o publico entretido e fascinado pela performance de ambos cantava em coro todas as musicas, sussurros e efeitos de maneira única.
Alternando comentários com as canções Pitty e Martin criaram um ambiente quase fraternal,.. Era um encontro de amigos num boteco de rua. Som minimalista em ambiente intimista; essa era a impressão ali.
Comentários do tipo: "é estranho vê-los assim tão parados.." é melhor só na gravação de estúdio mesmo.." ou mesmo "rock nessa porra"..atingiam as bocas de poucos que não sabiam sentir a esmo..nada que “desmerecesse” a magia que ali ocorria.
Víamos uma dupla evoluindo ao aprender junto de seu publico a fazer arte. Uma dupla conquistando desafios sem grilos, sem temer, indo além de seus limites e superando-os hora com sorrisos no rosto (Martin: ‘... é festa de São João! ’... ’ Vou pagar boquete nesse microfone! ’) hora emocionantes ( Pitty: “vou partilhar de uma intimidade nossa com eles Martin... Um dia você me disse, que eu era o vento que soprava debaixo de suas asas e eu lhe disse que você era as asas que me impulsionava para o vento e me fazia voar...) Acre no Doce numa fusão para cozinheiro, degustador e ouvinte nenhum botar defeito...
Ou botar... E é ai que esta a graça do negocio. A imperfeição que se faz presente sabe?
Com uma versão para "Não existe Amor em SP" do Crioulo que subiu ao palco logo apos a homenagem para abraçar os amigos Agridoces; a dupla fofolk mostrou uma versatilidade em timbres, melodias e tempos de musicalidade com um peso melancólico extremo...
Talvez se arriscando a ser exatamente a linha divisora que representa melhor o trabalho do projeto da dupla.
Terminando de forma Épica com O Porto; arrematando num palco minúsculo uma gama de músicos amigos, a Agridoce se despediu de seu publico que visivelmente sentiu musica pelo corpo, pelos poros... Todos saíram satisfeitos, com um gostinho de mais água na boca...
A temperatura continuava fria em São Paulo... Mas ninguém sentia mais frio...
“... Peito em fogo...”

Onde encontrar o lugar de onde veio? Respirar aquilo que nos inspira Labirinto de muros altos Transparentes de gente Sem saida com entra...

Labirinto Existêncial

Onde encontrar o lugar de onde veio?
Respirar aquilo que nos inspira
Labirinto de muros altos
Transparentes de gente
Sem saida com entrada franca a você
Como conseguir escapar?
..Guerra quente...

Não é apenas percepção é verdade em maxima ilusão
A chave da grade em caixas d'agua mortas
O piso fragil prestes a desmoronar
Sabor acre em peles doces
Magoa acabada em sorrisos falsos de felicidade com fim
Fingir o "tá tudo bem" para camuflar a dor

Forçar a mente a dominar o que o coração e a alma não querem
Ser ditador daquilo que dita
Fazer da indiferença sua arma e fadiga
É guerra quente em terra fria
É guerra quente em Terra fria...

E neste mar sem ondas é onde quero estar... O velho barbudo pirado tingia a seda E o vento açoitava as janelas Uma, duas, doze horas Os pont...

Estação dos Atrasados

E neste mar sem ondas é onde quero estar...
O velho barbudo pirado tingia a seda
E o vento açoitava as janelas
Uma, duas, doze horas
Os ponteiros em cruz anunciavam nossa hora
E Assim como o velho escapando da idade ao mergulhar daquele oceano azul pálido
Eu corria, eu gritava querida: só quero voltar em você
Em quatro pernas de dois corpos, numa mesma visão
Orava em pecado aquela antiga oração
"Decifra-me ou te devoro"
Feito o REI você me decifrou mas foi você quem me devorou
E no espelho o barbudo pirado, velho cansado já não via
Você refletido em mim
Éramos sós, já não éramos nós
E em meio a chuva de fim de tarde um sussurro tingia de cinza
O que ja fora vermelho pulsar:
Eis você fraco sentimento parado
Duro acabado
Mesmo do mesmo como sapato furado
Oh baby, como estou fraco
E ainda assim descansado, esperando por ti
E ainda parado, esperando por ti
Um gênio maluco na estação do atraso
Esperando por ti...
Pulando com as ondas
Por ti...
...por ti.

A algum tempo dissertei aqui em Realidade Utópica sobre Anacronismo. Não me lembro o titulo que atribuí ao post mas isso não é importante. ...

Anacronismo Na Caverna Das Maravilhas

A algum tempo dissertei aqui em Realidade Utópica sobre Anacronismo.
Não me lembro o titulo que atribuí ao post mas isso não é importante.
Minha visão mudou, minha opinião também então vamos sair da época de novo e voltar a um velho assunto recente.
Anacrônico é uma expressão que denomina algo fora de época, fora de seu tempo.
Fazendo um paralelo com o album musical da banda de rock Pitty ANACRÔNICO de 2005; podemos observar essa leitura desde a arte de capa do álbum, até suas faixas. Ali vemos uma menina estranha para os moldes ditos normais da sociedade sendo caçoada por outros, apontada, justamente por ser diferente. Por não seguir o fluxo e aceitar ser normal.
A um tempo me deparei novamente com o mito da caverna de Platão.
E com ele um forte interesse pela fabula de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.
O fato é que analisando a letra de anacrônico (segunda faixa do album de mesmo nome da banda Pitty citado acima) e o clipe da mesma; tracei um paralelo entre o mito de Platão e a fábula de Carroll.
Mas analisar e dissertar sobre o clipe, ou a musica seria banalidade ou mesmo desnecessario uma vez que não é esse o ponto "prima" do assunto que me fez escrever.
Por tanto escreverei tal qual uma conversa informal comigo mesmo, sem regras ou linearidade (havera claro um ponto inicial e um ponto final, mas nada regrado; afinal o lance aqui é anacronismo..to fora do tempo gramatical e literário - por hoje).
A realidade humana é formada por tudo aquilo que ela observa, apreende, justifica e atribui sentido e valor. Tudo ao redor deve ter valor para que seja taxado como real, necessario, relevante ou mesmo passivel de existir.
Nisso vai desde objetos materiais a imaterias, inanimados ou não.
Tal qual Platão alertou em O Mito da Caverna, somos impelidos a acreditar naquilo que nos é dado, aos nossos sentidos. Transformamos tudo isso que chega a nós em ideologias e crenças, com elas criamos a fé naquilo que passamos a acreditar e todo e qualquer pessoa que tenta nos tirar esse conforto do saber, é taxado de louco. No mais o demonio.
O que é a expressão Diabo, se não contra ideia. Contra cultura. Do contra. Eis o que é.
Atribuímos uma ideia contraria ao senso comum, da maioria como algo nociso. Ruim um mal digno de exclusão.
É o paralelo que o clipe Anacrônico faz, quando a menina taxada de louca é levada para uma longa sessão de alienação dita contraria, para ensina-la que ela deve ser normal. Isso é: dar valor ao trabalho, aos horarios cravados, ao dinheiro, ao consumo. Não dar vazão a ideias de arte, de liberdade, crer que o mundo dos numeros e dos valores não é importante. Isso é ser louco (tal qual o rapaz da Caverna de Platão que dizia que existia um mundo alem da caverna; ele foi taxado de louco; e Alice, no pais das maravilhas que foi perseguida pela Rainha de Copas por se atrever a julgar e questionar seu mundo maravilhoso).
Desde sempre nacemos sobre a perspectiva alheia. Ja nascemos com hora marcada, com gastos para sair do utero e com necessidades de consumos basicos. Nascemos pelo capital, nascemos pelo aval. É a terra girando e que não pode parar.
Ai que surgem alguns que tentam burlar essa realidade, caem na caverna no buraco de Alice(sem demagogia please) e adentram o manicômio. Nova ficha, nova numeração. É ciclo sem fim.
Então vem a maxima: "não pode com eles, junte-se a eles". Mas na realidade a prisão não esta nas paredes do manicômio. Porque ao aceitar cair por terra, estamos prontos a cair na gaiola dourada, na jaula do abate. Transformados em brinquedos tortos partimos com um certificado de excelencia e bom cidadão um bom humano. Aquele que não é vagabundo, que sabe o valor do dinheiro, dos numeros do consumo.
Mas de que adianta derrubar paredes e erguer grades? Só para poder ver o sol mesmo que seja quadrado?
Não sei. Não é pra resolver, não são equações são frações de meios, começos e fins.
Justificados ou não.
Em questao de manipulações, taxaticas, de poderes exarcebados a quem e a outrem, onde culpamos midias e repressões ou mesmo rebeliões e manifestos mal planejados ou aqueles "cool's" mas que ninguem adere de fato, vamos caminhando rumo ao acaso do ontem. Fora de epoca mesmo. Evolução não se faz com gigabytes a mais ou neons explosivos. Na data colocamos 23/05/11; onde o onze, pode signicar século XXI ou mesmo 1911, 1811, 1011.... Porque sim, a terra gira, o vento sopra "cortem-lhes a cabeça, e os prisioneiros levantam das correntes para matar o louco pirado que se atreve a escrever sobre o que ha fora da Caverna.
Vivemos numa matrix. Onde o trailer é: Não queira se desconectar porque nem todos podem ser o escolhido..

..aguardando as sentinelas...Reinstalando o sistema...

Não consigo me ater a simples dogmas ou modas de mal dizeres que extendem suas crenças, cansaços e revoltas a um determinado meio para justi...

Meios de comunicação: Demonios de uma nova geração! Sera?

Não consigo me ater a simples dogmas ou modas de mal dizeres que extendem suas crenças, cansaços e revoltas a um determinado meio para justificar fins.
O assunto aqui não sera televisão, sera novelas.
Elas alienam a juventude? Formam e ditam opiniões veladamente? São nocivas para a vida no geral em questões de percepções e cultura?
Não sei mas dissertarei de acordo com minha opinião incongruente mas sem me ater a justificativas, provas ou bases de fundamento; como disse opinião - conversa de boteco fellings saca?.
A mais de 50 anos, uma rede de televisão domina a grade de exibições e assim  o monopólio da audiência no país. A rede do "plin plin" detem grande parte do poder de formação de opinião do país. A grande elite so é elite após ver algo nessa tela.
Sua principal fonte de renda(da rede de televisão) é a audiência que gera. Com ela mais produtos para vender mais propagandas e assim a terra gira. Alguns caem para outros crescerem - nãoé  a filosofia Leone de ser? -. Sim . Muito bem.
Em uma grade de programação formada por desenhos animados, filmes e programas variados seu grande potencial e gana vem das novelas e jornalismo.
Pela manhã e a tarde o jornalismo domina a grade. A noite vem as novelas.
E ai começa a analise imparcial deste que lhes escreve.
O período noturno é o mais propício para o consumo irracional de matéria áudio visual para o ser humano. A noite estamos mais propícios a nos deixar instigar por tudo aquilo que chega a nós seja lá o que for. Se algo choca, a noite apavora. Se algo é interessante a noite vicia.
Isso porque passamos o dia todo nas ruas no stresse urbano, trabalho, casa, escola, faculdade parque, atividades físicas, ônibus lotado, contas a pagar, problemas emocionais, pessoais, físicos mentais, sentimentas, neuras e mais contribuem para que ao chegarmos em casa a noite nos deparemos feito amebas à procura de luz ou como uma planta no escuro a procura de sol para se alimentar. A Tv liga e a "telassintese" inicia-se.
Vemos a nos mesmos na tela grande. Em tramas semelhantes as nossas ou melhor: totalmente diferentes com possibilidades de final feliz. Onde neguinho acorda maquiado; onde ninguém tem espinha; onde o certo e o errado não parecem tão ruins assim, onde o cabelo da loira será a tendência que quero pra mim e a gíria seguinte da praça sera informada entre uma boa cerveja ou um “diga sim ao carnaval”.
É assim que é.
Enquanto programas normais em redes de televisão -  ate mesmo telejornais ou mesmo obras áudio visuais, como filmes e series -  detem cerca de uma ou no máximo duas horas de espaço para exibição; Novelas possuem media de 3 horas diárias com picos de 3 horas e meia quando são capítulos derradeiros ou “falados” pela massa que os consome.
Ok. Novela -  a Lilith do novo mundo. Sera?
A alienação não esta no produto mas sim na pessoa. Não podemos esquecer.
O mal. O nocivo não esta no assistir e consumir novelas e afins, mas sim no apenas isso.
Ha pessoas que só confiam em determinada noticia, só diz "gostar", se emocionar, se encantar e admirar; caso assunto, tema ou produto apareça em determinada rede de televisão.
Por maior qualidade que outras possam oferecer; não se compara com a tv que a gente vê por aqui. E nenhuma é mais forte que a novela. Ela dita costumes, ela dita expressões, ela dita ate mesmo carater's e com toda a certeza opiniões e "jeitos de ser". Como qualquer obra de comunicação social, ela tem a principal tarefa de passar mensagem, entreter e conscientizar. Ao menos na teoria. Não que novelas que tratam no estupro, da violência contra a mulher, da doação de orgãos, de vida após a morte, da violência domesticas, do consumo e venda e compra de drogas não seja benéfico de modo geral. Coscientiza(ou ao menos tenta) e passa seu recado.
Como disse acima o problema esta no excesso e no modo "apenas para faturar" que muitas se aproveitam pelo fato de já estarem com o chicote e aquela brasadeira vermelha no braço esquerdo, fazem para ganhar audiência e mais "amebas" para seu espetaculo particular no Leblon.
É um circulo vicioso e interminável, sem concessões ou visões contrarias ou divergentes.
É um palco de ilusões claras em quadros freneticos por segundo que se misturam na mente em prol ou contra o Admiravel Chip Novo. Aquele onde todos consumimos, vemos, sentimos mas só isso. Não conseguimos divisar até onde aquela sua camisa, aquela sua expressão, aquele seu gosto e aquela sua vida é sua ou foi mostrada numa tela plana de algumas polegadas em horario nobre.
Ver é bom? Sim. Ver é errado? Não. Consumir e gostar é idiotisse? Não.
Mas não se ligar e apenas ligar o botão do controle remoto, e só isso, aí sim é alienação sem fim num passo imdestrutivel rumo ao paraiso(afinal sempre termina com aquele final feliz neh).
Pois é, de boteco a boteco eis minha visão. Mas calma, que é apenas meu copo quente a você. Ou não.
De todo jeito: Acho que ela vai terminar com aquele lá no final. Quer apostar quanto? To torcendo tanto....

O engraçado é que lembro como estava vestido. Estava com uma camisa por baixo(clara) com um moleton por cima(escuro, meio bege puxado para p...

22 de Maio

O engraçado é que lembro como estava vestido. Estava com uma camisa por baixo(clara) com um moleton por cima(escuro, meio bege puxado para preto) as famosas calças xadrez os cabelos um tanto compridos e desengonçado em toda a sua glória alta (risos).
Primeiro contato foi: oi? Você que é o...?
Sim sou eu!
Prazer finalmente te conheço pessoalmente. Não sabia que era tão alto(risos - no seu caso ao apertar as mãos foi meio sorriso torto que..dexapralá.)
Nada mais, só essencial mesmo, pagamento da van, medo escorre por estar partindo para um mundo novo, sem volta.
Mal sabia eu que a partir daquele dia nada mais na minha vida seria o mesmo. Nada mais seria fácil ou meramente ser por ser. Tudo ganharia significado, tudo ganharia peso, sensação, intensidade, vontades, razões e desconhecimentos também.
E um ano depois estou aqui escrevendo sobre quem ja amei, odiei, adorei, tive raiva, me decepcionei, me magoei, me encontrei, me doei, me senti, me conectei, me igualei, me perdi, a quem não consigo esquecer e não pensar a cada hora do meu dia, a cada fragmento de sonho sonhado ou pesadelo vivido; aquele a quem profiro o nome a cada dez frases, quem eu guardei em mim a voz, o cheiro, o gosto, a sensação, a temperatura e textura do corpo, cada traço, a risada, o tom do olhar e os movimentos.
Sim para mim é celebração esse dia 22 de maio. Sempre sera independente do que for, foi ou é.
E em cada pedaço de mim....

Sinto falta...

Só isso...e TUDO isso... Não sei se cabe um parabens..mas estamos vivos e de certo mdo ainda qui(seja onde esse aqui seja). Porque dia 20 ...

Um ANO - Primeiro contato Virtual

Só isso...e TUDO isso...
Não sei se cabe um parabens..mas estamos vivos e de certo mdo ainda qui(seja onde esse aqui seja).
Porque dia 20 de maio de 2010 durante a tarde toda a minha vida começaria a mudar...mudou e continua mudando.
obrigado( tu sabe quem é.)
...ever...

Noto um anteparo a cada esquina que cruzo. Sera desilusão, incoerencia, maleficencia ou mesmo um conjunto de palavras inexistente para expl...

Chá de ilusões

Noto um anteparo a cada esquina que cruzo.
Sera desilusão, incoerencia, maleficencia ou mesmo um conjunto de palavras inexistente para explicar aquilo que não se vê ou se ouve, ou se tateia, ou mesmo se sente se fato.
Incongruente é massa feita de uma minoria alienada. Posso falar de casos veriticos ou reais. Há diferença entre as duas sentenças ou tudo é assim: varias maneiras de uma mesma maneira?
Não sei..tudo passa tão longe, e tão perto e é capaz de nos fazer engasgar em nossa propria lingua de fiapos engasgados do dia a dia guardado e engolido só para não perder ou ganhar antes da hora.
O medo faz um monstro mas a coragem pode destruir o bom moço.
Já cai em cada degrau, levantei em cada pedestal que construiram sem contudo me dizerem sobre qual luta ou competição me embrenhei.
Acertei e errei e mesmo assim não cresço. Não é a altura é tamanho é tempo é cada um dos dedos.
Prevejo mais do que faço e mesmo assim me determino a embrenharme num mar osciloso de ondas secas, meu eu lirico se confunde comigo e dai partimos numa guerra fria repleta de fogo, alegrias dispersas e valsas de antigos cantigos. Homens cantantes. Mulheres dançantes. Crianças observantes(?) já não sei onde há o "ta certo" ou o "não existe isso".
Em minhas realidades utopicas já chorei perdas e duvidas, ja expressei meus amores, ja elevei quem me elevou e derrubei cada asno demonio impuro que me castrou.
Já impeli batalhas que nunca quis embrenhar, ja defendi e repudiei assustos e temas aos quais me sentia impelido a falar.
Dissertei, poetizei, me enganei, enlouqueci, parti e voltei da mesma maneira em sonhos e pesadelos, em imaginaçoes, trabalhos, ocios e anseios. E ainda assim essa minha realidade continua utopica sem um pingo de realidade real.
Atraso, estagnação(palavras bonitas sem nenhum merito ou missão - apenas rimas sem sentido) não sei...
Por hoje quero um texto assim e um leitor assim: confuso, sem nada entender.
Desce e sobe olha o espelho quebrado:
- Vagabunda! - gritou a arvore rosa para o grão de areia que se afogava no deserto movediço.
Quero exatamente isso: confusão, incoerencia, sem sentido e sem.. vê?
é assim que estou. Me acompanha nesse chá de ilusões?

Tanto tempo sem conhecer... Já me acostumei com a idéia de que sinto. Sinto tudo e de todas as formas e sempre de maneira intensa. Não me i...

Sensações

Tanto tempo sem conhecer...
Já me acostumei com a idéia de que sinto. Sinto tudo e de todas as formas e sempre de maneira intensa. Não me importa a coerência, a sensatez na hora das sensações. É sentir sem tentar evitar. Aprendi.
Então a pouco tempo descobri uma técnica milenar de alguma cultura asiática, na qual se camufla uma dor com outra dor mais forte; porém mais suportável que a primeira.
Quando preciso desabar, preciso do frio, preciso da dor física, da chuva, do vento, da vida em sí.
Não me adianta fechar-me num quarto escuro. Me entupir de chocolate ou me embebedar até que alguem me esqueça.
Sou diferente.
E eis que algum me ensinou a sentir a musica, algo que nunca o fiz, nem mesmo tentei.
E aprendi, e a senti e a sinto.
Com a música certa(ou errada) na mente tocando em timbres e melodias exatas e retumbantes nos compassos certos, a chuva gelada caindo, o frio e o vento; cada sensação quente paralisante na face acometeu de vez. Retiro a camisa para sentir pelo corpo inteiro o que o ceu preto me oferece.
Ali sento, no chão, na poça; abraçado a mim mesmo. Em posição de feto.
E ali entro em contato comigo mesmo. Encontro ou termino de perder a sanidade.
Me deixo secar ao som do vento que açoita-me como se eu fosse seu escravo e ele o sinhô que me dá o pão.
E só depois de não aguentar mais, corro para a agua quente, nu, num choque perfeito entre o certo e o errado.
Ali, no vapor, encontro cada parte da minha pele fria e arrepiada, ela entra em contato com as unhas, que fazem o sangue verter de leve, a cada nova cravada, É necessário sentir... Focar o corpo e mente em outra dor....
Por fim me fecho no quarto sem luz, me encerro num mundo que não dá para entrar e me esqueço. De mim, do tudo e do nada.
Com a sensação de ter me libertado(?).
Transcrevo então o que quase não foi, e você me lê.
Porque eu sinto...sim, eu sinto...
E essa chuva tava se fazendo necessário a um bom tempo. Deja Vu sabe? Então...

- Você é um hipocrita! - Você é um babaca! - Te amo. - Te adoro. - Desaparece! - Sai daqui! - Como quiser.... - Né? - Preciso de voc...

- Você é um hipocrita!
- Você é um babaca!
- Te amo.
- Te adoro.
- Desaparece!
- Sai daqui!
- Como quiser....
- Né?
- Preciso de você!
- Quero te ver!
- Não posso tomar essa dose...não mais...
- Valeu, já tenho compromisso
Silêncio.
Sil~encio.

Um roteiro é formado por atos, falas, fatos, historias, problemas, protagonistas e antagonistas. Inicio e fim. Temas e afins.
Há tantas formas de se contar uma história. Em terceira pessoa, em primeira pessoa, em forma poética e literal, biográfica e ficcional.
Aventuras, comédias, suspenses e terror. Romances e dramas. Há varias formas, jeitos e modos e gêneros e até mesmo durações.
Mas só há uma forma de viver historias.
Vivo numa espécie de novela. Poderia dizer filme ou livro; mas a duração tem sido bem maior. E não há o que imaginar livremente. Tudo esta ali, vivo. real. Talvez uma serie... talvez...
Em que cada capítulo é um novo dia, ou que cada temporada é uma nova fase ou transformação em nossas vidas.
Compartilho essa historia com alguem.
Onde a odeio para no minuto seguinte e amar mais que antes do odio.
Onde brigamos todos os meses; onde discutimos toda semana, onde nos falamos todos os dias. Feito novela de fases, ja passamos juntos da adolescência à vida adulta. Do sofrimento a alegria, das desilusões a ilusões, de segredos e mistérios a revelações e medos; passamos pelo destino e criamos escolhas nossas.
Talvez apenas o orgulho..não;.. talvez o nosso gênio que seja demasiado forte demais e indomável demais para o nosso próprio bem. Jamais, nenhum dos dois, faz consessões. Nenhum cede, nenhum esquece, nenhum procura e na real nunca nenhum se desculpa ou assume a culpa quando ela há. Somos assim, estamos aí. Seja onde isso seja.
É difícil definir o que é. Amizade? Pura não é, pois amigos não brigam assim.
Um casal? Também não, afinal não teria como ser, estamos vivos e a possibilidade mataria-nos.
Irmãos? De jeito nenhum; apesar de ambas as concepções para pecado serem diferentes, para nós incesto não está nesse limite...
Almas gêmeas? Um dia, num episódio, acreditou-se que sim; esse ainda não tem motivo para ser sim, ou não.
Mas o importante aqui é que tal qual uma história, nosso roteiro tem sido traçado rumo a um final ou a uma nova temporada de franquias
Cada ato meu o atinge, ele querendo ou não.
Cada ato dele me atinge, eu querendo ou não
Cada ato meu, o atinge, eu querendo ou não
Cada ato dele me atinge, ele querendo ou não...
E assim segue-se...
Podemos ser os mais amigos ou os piores inimigos.
Tudo depende do como, o que, pra que, onde e quando.
E da bipolaridade de cada dia que compartilhamos em doses extremas.
Mas uma coisa é certa. Se fosse para essa historia ter um titulo, não seria nem de speciais K, nem de Infernos, nem de asteróides b612 a fora ou de chocolates regados a magia. Não.
Se fosse para ter um título, seria o transcrito abaixo; pois sim, foi, é e sempre sera ne?
Inesquecível (seja bom ou ruim)
Eis Inesquecível.
Will Augusto. Tecnologia do Blogger.

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Aquilo Tudo que posta no Facebook e mais tantos mistérios que nem mesmo o espelho ou o mundo dos sonhos foi capaz - ainda - de descobrir.