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Uma mulher pedindo socorro em silêncio. Ela viu seus sonhos irem, suas escolhas irem. Ela sonhou. Queria um mundo de luzes, perfeito. O mu...

Requiem

Uma mulher pedindo socorro em silêncio. Ela viu seus sonhos irem, suas escolhas irem. Ela sonhou. Queria um mundo de luzes, perfeito.
O mundo na caixa era a perfeição. O aplauso, a excitação, a perfeição, sem erros, a diversão. Sem sair de casa, do sofá. Ali na caixa, a vida que queria ter. E ali assistindo tinha na ilusão de viver.
Foi o que tinha de ser. Viu o que não queria(mas teve), partir, ir; se perder.
Esqueceu e resolveu assim como a caixa, viver da ilusão de ser uma caixa. Rir da piada, se imaginar aplaudida. Venerada e não vencida.
Todos aplaudem. Todos a amam. Todos aplaudem.
E lá vem ele que sente que não pertence a esse mundo. Não vê sentido no riso forçado e na ilusão da mãe. Uma tragada, um cheiro, uma engolida; e ta ali, a vida leve, com sentido, vivida. Já não importa a não compreensão; é preciso mais. Vamos aos planos, não vamos mudar.
Pra que autoridade se nada faz sentido? Lei pra que, justiça a quem? Cada um procura a sua propria ilusão; foge do corpo, do coração, da realidade, se fecha na mente. Até o dia em que a realidade entra na mente e mostra qual é a real. Problema? Não. A ilusão só precisa ser maior.
Aperte mais a corda - eles disseram. E em busca de não ser controlado; se vê em total controle. No final a ilusão o controla. Eis a sua autoridade se fazendo sua lei pessoal. A fumaça sobe...
Ora, ora! Olha lá ela. Tem tudo mas não tem nada. Só quer sentir e não só perceber. Quer escapar, tambem quer viver. Sente falta de afeto; cria suas proprias ilusões. Se apaixona, vê ali uma ilusão real, viva. Nele, ela se faz viver e assim como ele é controlada em busca do esquecer e viver. É feliz? Não. Mas o que importa, a fumaça sobe.... É seu momento; é sexo, é poder, dentro, é agua, é liquido; é depravação, é degradação; é loucura; é liberdade presa; é realidade.
Vem o outro; quer voltar ao colo da mãe, quer voltar ao utero e esquecer da cor, o bolso, do papel que compra e vende, dita, faz, constroi, desfaz, recria, cria, imita, mata e faz nascer. Ele quer viver.
E junto da mulher da caixa, do controlado, da que não tem nada, parte rumo a mesma do inicio: a ilusão real.
Sem perceber que o que mais querem já possuem. Querem viver e sentir. E vivem e sentem, seus proprios Requiens de sonhos, pesadelos, realidades, fumaças, caidas e desilusões sem fim.
Eles vivem. Sem saberem que morrem ao viverem.
E assim seguem, numa ponte pulam, mergulham ao mar, de choque em choque. É tudo parte de um espetaculo, uma catarse coletiva. Uma balada, uma canção sem rimas, danças, sem compassos, dor incontida, a cortina se abre: Todos aplaudem!
E o show tem que continuar. Não se pode parar.


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Will Augusto. Tecnologia do Blogger.

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Aquilo Tudo que posta no Facebook e mais tantos mistérios que nem mesmo o espelho ou o mundo dos sonhos foi capaz - ainda - de descobrir.