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A Espera
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Dedos no teclado a espera
Fechando os olhos sem imaginar nada alem de
Papeis cartas e balas
Em sono profundo, acordo e desperto
Tudo esta lá, tudo continua aqui
A espera... A espera
Veja o que não pode ser enxergado
Escute o que não pode ser ouvido
Sinta o que não pode ser sorrido
Perceba o que não pode ser amado
e continue na espera
Dedos no teclado, mãos sujas de tinta
Perfume de chocolate forte no ar
À luz forte do computador
Fraqueja, grita forte - Eis a minha dor
A confusão é prova
Mais uma lição
Oh não!
Na frente esta a chuva que não quer molhar
A dama e o vagabundo sem poder se olhar
Queria apenas deixar de esperar
Espera... Espera...
Na rua mais um clique de quem não quer mais
Conectado ao mundo, mas sem nenhuma paz
Sozinho no meio de uma multidão
A espera... Espera...
Liga o radio sem poder ouvir
Liga a televisão ser poder curtir
Vai ao cinema e não tem ninguém lá
Já não posso imaginar
Com o mundo diferente a loucura impera
As horas vagam tenras sem olhar a quem
As rugas crescem sem poder parar
(e a vida não me espera)
A estação fechou o trem já partiu
Nenhum ensinamento, erros ou promessas
Passo a vida no eterno retorno da espera
(a sua espera, a sua espera)


