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Febre
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Quase sempre, num momento que parece não ter fim
Aparece, escurece, seu coração, a mão, o pé
Frio congela a dor, e o fogo vem, quentura vem
Nada é o fim, e nem eterno ou belo. Só ha mais fel
Olhe bem pro mar, yémanja trazendo a onda - 'onde esta?'
Cada som é assim, levando embora o que morou em mim..
É aquela sensação de novo
tudo novo, ou velho ou mesmo um deja vu
Parece que vai durar, imaginar castelos bracos e nuvens azuis...
Nem tudo é beleza, ou paz, certeza, felicidade,
leveza há. Também o mal,
o choro a magoa
O monstro embaixo do colchão
Levanta a folha, que caiu num dia sem temor
Pense no que foi, e como veio em cada escolha e amor
Como esquecer do que lhe faz lembrar - sobreviver?
Um que forma dois em cada rosto; em cada pele febril?
lalaia laia..laialaiala lalaia laia..
E vem buscar o que não partiu
Em cada verso continua febril
Gelo, ventania na companhia de quem nunca partiu
ha tantas estações, amarelas ou verdes; vermelhas e brancas
E aquelas que em tons de cinza clareiam cada escuridão
Quase sempre num momento que parece não ter fim
Aparece, escurece, seu coração, a mão, o pé
Frio congela a dor, e o fogo vem, quentura vem
Nada é o fim, e nem eterno - belo
Só ha mais fel
Olhe bem pro mar, yémanja trazendo a onda - 'onde esta?'
nem tudo é beleza, ou paz, certeza, felicidade,
leveza há. Também o mal,
o choro e a magoa
O monstro embaixo do colchão
Um que forma dois em cada rosto em cada pele ...é febre...
é febre....
é quem me causa febre....


