contador visitas
contador de visitas

“... (...) Te dou prazer... Eis meu orifício esperando pelos seus segundos de vitoria e soberania. Aqueles minutos em que você deixa de se s...

Defeitos e Virtudes - Novas Gerações De Encantados e Malditos Sem Soma Ou Resultado... Sera?

“... (...) Te dou prazer... Eis meu orifício esperando pelos seus segundos de vitoria e soberania. Aqueles minutos em que você deixa de se sentir só e parte numa sensação alucinante de rei do mundo.”

O que é a perdição?
Altos e baixos, cárceres privados e labirintos sem saída e sem entradas? Uma estrada longa inexistente ao qual a bussola não tem significado e explicação?
O que é a perdição?
Taco fogo na mangueira só para ver água queimar. Desiludo e iludo me sentindo superior só para poder desfrutar do meu próprio prazer - o meu gozar.
Não é macho ou feminino é moral e orgulho platônico. Nas telas e nas redes leio letras sem nenhum esmero... A web cam é a passagem de um sacrifício em busca do rito do sexo.
Porque relacionar prazer à perdição?
Perder-se em meio a lorotas e crônicas cotidianas de alguém que só quer escrever e sobreviver enganando.
Enganando por fingir saber e ajudar; por pensar saber escrever... Como se a escrita tivesse manual de instruções...
“B” mais “A” é “BA”... Mas como definir genialidade e arte em frases como: ‘Ser ou não ser eis a questão’?
E continuo buscando a tal da perdição...
Talvez se a encontrasse já não seria mais perdida...
Mas sou perdido, não me acho não me encontro... Mas será que realmente procuro?
O simples é tão mais complexo e genial... O deixar levar e seguir é muito mais que apenas planejar e decidir. As incertezas possuem certezas que a ‘desrazão’ desconhece por ter extrema razão e coerência.
E encontrar a perdição dentre de si e não da própria palavra, rua e cama é tão mais especial e crível que simplesmente passar horas esfolando membros entre suores e dedilhares em textos pseudo-bucólicos ultra romancistas e juvenis a ponto de morte, querendo que a vida se extingua... Achando em sua total ironia burra que essa seria a solução de problemas que sua própria mente e existência tratou de criar.
Foi-se o tempo dos geniais... Dos malditos... Hoje só podemos nos contentar com aprendizes “discordiais” e encantados...
E destes; sou o primeiro da lista...

“PRESENTE”!

E segue a vida sem arestas ou frestas... Sem submarinos sem autos e baixos, só meios e inteiros. Mais uma boca sem titulo, mais um olhar e a...

EU VOLTEI

E segue a vida sem arestas ou frestas... Sem submarinos sem autos e baixos, só meios e inteiros.
Mais uma boca sem titulo, mais um olhar e a sensação de bem estar de “eu também posso”.
Experimentando e tecendo alguns eu’s novos para extirpar ou adormecer tantos outros que um passado latente sim, mas já passado impregnou em mim a vontade de não ter mais vontade...
Frases dispares de filmes e musicas a cada dia fomentam mais a certeza: já não tenho mais você em mim...
Medos, ganas, desejos e resguardos. Entender não é compreender e segue...
Deixar o novo ou mesmo o velho entrar sem residir... Segue...
Se permitir em somar e não apenas diminuir ou permanecer... Segue...
Resgatando aquilo que não considerei salvar e recriando anseios e planos... Sendo eu mesmo, feliz sem ser pra outrem..caminhando com meus pés, minhas solas..meu peso e meu caminho sem olhar pra trás..com exceção de sonhos e lembranças e lagrimas que hoje queimam para apenas lavar os olhos de toda a poluição da mente da vida do coração e de uma historia que não tem fim.. Que se renova a cada fase... a cada temporada..
Acordando com erros sem nunca de fato aprender...
Querendo dançar mais. Querendo se descobrir mais, se achar e se perder de tempos em tempos..
Copo vai prato vem, gozo ante gozo e mais... Pensa e elabora e cria.. Discute entra no clima e joga..
Vira jogador e empresário, empreendedor e aprendiz e segue...
Cantar... Modelar, fotografar e gravar, escrever mais,,, achar o "lugar ao sol". Parado só no ponto de ônibus mas com os pés em ritmo frenético.
Talvez mudar a aparência das mãos..adornos e retornos e chamar finalmente alguém de UM em sim's, não's e também te a...
E tudo remonta a: "nada é por acaso.." Religião, destino, escolha ou... algo sem nome  ou expressão.. Mas nada é nada... Tudo e sempre tudo mesmo que seja o próprio nada..
E de filosofias em idéias e ideais... Em boas intenções e tempestades particulares... Me banho e agradeço por mais do que nunca em meses estar vivo e saber como viver.
Em poder escolher e não ser o marasmo do que colher.
Em ser eu, em tudo que isso significa ou não.
Sabendo que o tempo corre...Mas que depende de mim e de mais ninguém vê-lo passar ou correr ao lado dele.. como um vil e inseparável companheiro de lutas, de idas e vindas em cada estação molhada..quem sabe de uma avenida qualquer...mesmo que seja a Paulista.
É.. EU VOLTEI!

*Titulo referente a musica contida no link>> Hateen - Eu Voltei

    Tem momentos em que imaginamos o caos. Dentro de cada casca há um labirinto de caminhos e monstros... Uma inquietude palpável por veze...

"As vezes penso que já vivi demais..."


   Tem momentos em que imaginamos o caos. Dentro de cada casca há um labirinto de caminhos e monstros... Uma inquietude palpável por vezes de um imaginário cruel e com teias de aranhas evidentes.
Seguimos escolhas que por vezes não parecem condizer com a realidade por mais que ela seja calcada pelo realismo exorbitante que atinge muitas vezes nossas casas, ruas, vidas...
Somos impelidos a caminhar sem importar como, descalços, na brasa ou no gelo, o frio, com os pés cansados e quebrados, com as colunas torcidas, o cérebro amassado, o suor a vista...
O limite sempre tem de ser passado, sejamos atletas ou não.
É uma catarse desumana nos limites da razão e das portas do inferno.
A ponto de querermos do fundo da alma que o mundo exploda, se encerre. A ponto de mensagens de amor e a mesma quantidade das de ódio; serem cada vez mais evidentes e o pedido de paz ser cada vez mais urgente.
São pessoas demais, coisas demais... No alto dos 22 anos de idade já se sentir velho, com as mesmas aspirações as mesmas preocupações e os mesmos pesos dos pais e avos, dos tios... Recordando a infância tão querida e temendo cada ano que passa... Por recear mais tarefas, mais pensamentos, mais problemas, mais dividas, mais lagrimas, mais dores, mais pesadelos... Menos horas, menos dias, mais vidas em relação a sua, mais perdas e menos paciência...
O sono é programado, não há mais sonhos belos..tudo é inquietante e urgente. Deita-se na cama e desliga feito motor fundido de um carro que viajou milhas sem combustível ou freio.
É querer gritar sem ter voz, é querer ficar surdo no meio de tanto barulho... É querer estar sozinho para conseguir se ouvir entre tantos.
É querer encerrar e pedir misericórdia. É querer enxergar mesmo nas sombras algo seja o que for..só algo para confortar e nos fazer esperar as fraldas novamente...
É querer ter certezas onde nunca mais se viu... É querer se sentir vivo... Justificável...
É querer se querer onde nada parece querer mais...

Alguém me explica esse medo inexplicável que eu tenho de vc? Alguém me diz pq o sangue insiste em ruborizar, ferver e circular descontrolado...

Sinal Fechado

Alguém me explica esse medo inexplicável que eu tenho de vc? Alguém me diz pq o sangue insiste em ruborizar, ferver e circular descontrolado pela face sem eu permitir?
Me diz porque toda dor é física? Mesmo que seja interna, é lagrima, é garganta presa, machucada... É sempre físico...
Me diz... Alguém me diga o que faço para permanecer longe do que a tempos nomeie minha matriz?
Me diz, o que faço para parar de correr... Para deixar de sempre partir e começar a chegar?
Como faço para lembrar e não mais só querer esquecer?
Como deixar livros pra trás e enviar canções para frente?
Como apagar o histórico do MSN?
Como rasgar cartas e queimar canetas?
Como voltar a sentir prazer num sonho e na valsa? Como clarear o que se tornou escuro com a própria luz e não a do outro?
Como conseguir sorrir sem cores dispares e não mais lamentar o que não lhe pertence mais?
Como resgatar os desejos? Os anseios de antes, projetá-los no hoje e firmá-los no amanhã e alem?
Como me permitir apenas um agora, sem demora, sem espera...
Como dizer sim e não ter receio do não, do talvez... Do “e se..”?
Como deixar de reparar, querer estar...?
Como arrancar fibras do peito que nunca estiveram, mas que parecem amansar e abater algo que a tempos já não é mais seu...e também não foi TEU!?
Como deixar o copo rolar pra baixo da mesa ainda cheio... Como mandar o DJ abaixar o som? Como abrir os olhos para o que nunca se permitiu enxergar por saber ser cego...
E como deixar de tremer toda vez que abre a porta deixando o vento me levar...?

O gosto de sangue ainda tempera a boca... Sal e pimenta no sangue e um bate-fora que não dá mais pra controlar. Efêmero enquanto dura a real...

"I don't remember the moment I tried to forget I lost myself is it better not said Now I'm closer to the edge"

O gosto de sangue ainda tempera a boca... Sal e pimenta no sangue e um bate-fora que não dá mais pra controlar.
Efêmero enquanto dura a realidade de minutos. Corro na contramão, da avenida principal.
É fim do ano e tudo esta calcado no imprevisível. Tudo denotou coragem onde não há.
Risadas maléficas assombram monstros e espíritos, rente a pele que não querem descanso ou redenção..querem caos e maldições ate o final.
A fantasia se mescla e se mistura com o ódio do que não tem motivos para ser. A luxuria abre espaço por entre as pernas... E é bom.
A culpa não existe mais e o papel de vitima já não se aplica.
“Quão fortes somos ate percebemos que a maior fraqueza permanece dentro e não fora? Ate que ponto o 'fora' pode fazer sangrar 'dentro'?”
Amaras ao próximo como ama a si mesmo... Será carinha?
A nave espacial se aproxima e nada mais me importa...
Continuo fazendo meus jogos por terra, caindo e deitando, levantando e me enterrando..em terra de zumbi a carniça é o perfume da moda...a moda é abater e cansar, julgar e correr, é afrontar e sofrer para se sentir vivo..só para querer morrer...
A arte a cada segundo se transforma em religião; a pintura, a partitura, o som e o filme viram bíblias digitais com mandamentos desiguais e fieis que se espalham e propagam "A Palavra", a condição; em compartilhamentos e links.
É catarse falecida. É vontade morta. É eterno, um repetido deja vu.
Querendo se espelhar em um mundo lúdico para contrapor e substituir esse mundo tão comum e anormal...
Bruxos, vampiros, lobos e zumbis... Fadas e anjos, demônios e deuses..espiões...tudo serve só para fomentar e alimentar a fome de ser e estar...labirinto do fauno..se perder para se encontrar..
E no sol que é mais quente... E no frio que é mais gélido... E no vento que é mais forte... E na estática que é mais parada... Conhecer para aprender a se preparar pelo que esta por vir... Um alvorecer que já não se sabe se poderemos novamente ver...
E sede de mais um copo...mais álcool,mais fumo, mais risadas, mais loucuras, mais maldades, mais desavenças, mais sensibilidades, mais rua... para escapar...se esconder, se camuflar; no aqui e agora. A realidade já não é mais como antigamente..é correria e relógio que ensurdece, são noticias que que chicoteiam... é muito em algo que é já tão pouco..quase nada...
beleza há....
Tudo é drama, tudo é analise... Tudo é aceitação, tudo é tudo em tudo cada vez mais...
Mas o sangue ainda é quente... Não se depende das faíscas... como os crocodilos...

Telhados e telhas quebradas, a laje torta e o piso rachado. O chão frio refresca a memória da briga ainda quente. O suor carregado de pó faz...

"Quem Acredita Sempre Alcança?"

Telhados e telhas quebradas, a laje torta e o piso rachado. O chão frio refresca a memória da briga ainda quente. O suor carregado de pó faz recordar o sentimento a cada dia mais morno. O tempo esta a cada dia mais intenso seja para o vento ou para o mormaço.
Ali estampados nos gritos, nos sonhos, nos pesadelos, nas letras de musicas improváveis, nos diálogos dos filmes e naquele olhar do ator que você mais odeia verdades de um passado que já deveria ter virado recordação e não mais lembranças. Algo presente que já não parece saber o significado de horas, de tempo, de “foi”.
Os verbos estão desaparelhados, as frases a cada dia mais disformes, a cada semana as palavras, os pensamentos, as conversas se repetem. Um infinito de possibilidades se estreitam e se perdem na vontade de querer, precisar, de saber, mas não ter, não poder, não conseguir...
As risadas são calcadas a cada instante na luxuria (qual o problema?) os risos amarelos, quase cinzas, espelhados na tragédia, no rir para não chorar. E as lagrimas inchadas a cada mês, de hora em hora queimam mais, encharcam mais, afogam mais, resfriam mais.
As doenças arrebatam e destroem, o que já virou caos interno, a beleza se confunde com atitude e vice e versa, e o consumo se torna algo necessário para respirar, sobreviver e dormir bem.
Os segundos correm descontrolados, a corda do relógio se rompeu lá atrás e as mesmas frases, as mesmas palavras, os mesmos textos, os mesmos beijos, os mesmos orgasmos, os mesmos jeitos, diferentes rostos, novos conhecidos, sobreviventes amigos, família e amores capsulados debaixo de algum cobertor permanecem presentes, futuramente passados, com olhares cada vez mais distantes em buracos com cheiro de mofo de uma Era a cada passo mais cansada de tudo e de nada.
Ate quando terminar textos e prantos assim, com pontos de interrogação sem respostas???

Sempre gostei de crianças... Pela inocência, pela ignorância no sentido mais puro e letalmente necessário da palavra, da expressão. Mas nunc...

Pela Inocência

Sempre gostei de crianças... Pela inocência, pela ignorância no sentido mais puro e letalmente necessário da palavra, da expressão. Mas nunca soube lidar com elas... Talvez eu já tenha deixado essa fase de vida maravilhosa há tantos anos atrás que já não sei resgatar a parte necessária dentro de mim para interagir com elas/eles. Mas curiosamente elas sempre vieram ate mim como iguais. Curioso porque alem de não saber lidar também nunca tive muita paciência para seus problemas reais e verdadeiros..sempre os comparei com Os meus e o do mundo e sempre hipocritamente desmereci e relevei/ irritei. Enfim, o caso é que o carinha dos sonhos sempre demonstrou ter uma relação de amor e ódio comigo. Sempre desde a infância ate agora na vida adolescente/adulta. Mas hoje ele me brindou com algo absurdo (normal) e meio assustador (necessário? real?).
Havia crianças... Muitas... E sempre que as pegava no colo elas se acalmavam. Todas sorriam e todas realmente me viam, enxergavam como protetor amigo (tio?)
Alguém da família morria e eu entorpecido me culpava ali desesperado por sentir a dor física da perda, mas não conseguir demonstrar essa dor, não conseguia verter lagrimas que a alma derramava, mas os olhos secavam...
Havia uma perseguição louca, envolvendo pessoas da faculdade de cinema de toda a cidade, dos próprios filmes e seus personagens, a indústria e um antigo espírito milenar que queria me avisar de algo importante.
Havia correria, eu tinha sede de sangue no sentido de querer matar alguém sem saber quem. Medo de mim e de todos... Perseguição, eu corria, fugia... Tudo no entardecer... no escurecer...
Então tudo mudava de novo, e eu estava numa viagem com amigos sinceros, alguns não mais presentes fisicamente, mas sim na memória... E algo, um fato curioso. Ali dentre os amigos, alguém que se mostrava ser um Alguém, alguém que se tornava aos meus olhos e sentidos UM, e não apenas mais um... Era alguém que estava conseguindo (querendo/sabendo ou não) me conquistar, me levar, me decifrar. Ali éramos um do outro... E acordei.
Mas tirando as mensagens líricas dos zumbis, personagens da sétima arte, as conspirações e profecias espirituais, estou acordado e ainda assustado. Porque nunca o vi dessa maneira, Nunca imaginei nem por um segundo você assim, e nunca imaginei ou cogitei que deixaria mesmo em sonhos VOCÊ... SIM Você realeza... Passar... Passar e não deixar mais rastros dentro de mim, passar e não incomodar mais nas cicatrizes que deixou... Jamais imaginei que mesmo em sonhos translúcidos e disformes com choros de crianças, você seria o OUTRO e que eu seria de um novo UM.
No mais: crianças são fofas... Mas eu não sei lidar...

Não, não sei lidar com as tardes mornas, com as horas vagas. Não, não sei lidar com o apreço amigo, com a preocupação familiar. Não, não sei...

Não, eu não sei...

Não, não sei lidar com as tardes mornas, com as horas vagas. Não, não sei lidar com o apreço amigo, com a preocupação familiar.
Não, não sei lidar com a ausência, com mudar por mudar. Não sei lidar com a mesa solitária do bar, com a cerveja gelada com mesmo gosto. Não, não sei lidar com as ressacas de finais de semana, com a estação mal sintonizada, com as series baixadas e não assistidas.
Não, não sei lidar com as lagrimas musicadas, com as indignações compartilhadas, com os mais do mesmo do dia a dia.
Não, não sei lidar com o humor barato, com o estresse diário, com o estudo na calada da noite e o trabalho feito ou a espera de um milagre.
Não, não sei lidar com as lembranças, com as vozes e ecos do quarto, com o fone quebrado, o tempo atrasado e a vida bombando em caracteres e dígitos estáticos.
Não, não sei lidar com os sorrisos bobos, com os “que lindo”  falsos, com os amigos de passagens, com os “amores” de barragens e bagagens, com os sonhos de acordar, com os pesadelos de revelar.
Não, não sei lidar com a pipoca não estourada, com o chocolate derretido, com as escolhas de minuto, com os buracos negros sem explicações. Não, não sei lidar com a ciência, com a matemática de dois em um e o inverso, não sei lidar com a permissão e a restrição. Não sei lidar com as palavras repetidas, com os textos não discutidos, com o sangue derramado e curtido, com a insuficiência de encontrar um partido. Não, não sei lidar com o querer voltar a infância, ao tudo mais fácil, tudo mais simples, não sei lidar com as obrigações, com as luvas e o os ringues, não sei lidar com seu passado, seu presente, seu amanhã, não sei lidar com as vil sensações de vinho, frio e meias quentes. Não sei lidar com o tremor da pele o querer latente, não sei lidar com as rimas, não sei lidar com o clima, não sei lidar com essa imunidade de merda e sem vacina que me faz não saber lidar com sua ausência evasiva.

É daquele jeito. Lembranças vêm assombrar aquilo que já havia sido exorcizado e comungado pelas doutrinas do esquecimento e superação. Norma...

Dançando...

É daquele jeito. Lembranças vêm assombrar aquilo que já havia sido exorcizado e comungado pelas doutrinas do esquecimento e superação.
Normal.
Uma musica um cheiro, um determinado perfume, uma determinada rua, uma roupa, uma frase um livro. Tudo remete a ele, a eles. Aqueles corpos, aquelas presenças que hoje não passam de sombras distantes. Não projeções minhas, mas projeções ocas vazias de algo que não me pertence mais.
Mudamos, mudei. Foi assim, escolhi a saudade e a perda em benéfico da minha vida, dos meus sonhos, meus anseios e minha capacidade.
Tentei me embrenhar por um caminho e esse resolveu mostrar-se sem saída.
Voltei e descobri que outro caminho poderia ser mais seguro. Não gostei. Voltei ao beco sem saída e criei um novo caminho, Quebrei a parede imposta e fui alem.
Tudo ótimo, a cada dia mais conhecimento a cada dia mais pessoas, a cada dia menos gente dentro e uma multidão fora e ao lado. A cada dia mais reconhecimento, a cada dia mais sonhos e anseios, a cada dia mais musicas, mais riso, menos lagrimas sinceras, a cada dia menos dor e mais feridas, a cada dia menos filmes e mais gravações, a cada dia mais decupagens e menos criações..
É assim.
Sentir falta das tardes no Bahia, da cerveja barata e quase quente, das risadas maldosas daquele estranho na esquina, dos segredos impostos numa manhã do ibira, dos filmes discutidos, das brigas no telefone de manhã, do despertador humano, dos ciúmes bobo, dos sms confusos e proibidos de madrugada, do MSN em confisco federal, dos planos loucos que só nos comprávamos e acreditávamos, dos olhares que diziam bíblias que somente nós sabíamos rezar.
Dos desencontros e esperas, das reclamações. Dos shows quebrados percebendo a mesma influencia pelas primeiras notas, o mesmo amor platônico pela guitarra, as diferenças de gostos e semelhanças de idéias.
Aquele cabelo tosco, e aquela barba ridícula. A bondade por nunca zoar e defender um tweet/postagem.
O braço e a atenção dispensada a cada ‘filhadaputagem’ adquirida, vivida, sofrida.
Mudou da maneira que tinha que ser da maneira que foi e que é.
Apesar da abstinência passada fica a saudade do que foi e nunca mais irá voltar. Sinto... Sim sinto falta do amigo mais do que de qualquer outra coisa... Sinto falta do “vá a merda” “do WilliaM” e dos “bobos,fresco, e Enfims” lançados e resgatados.
É muita “BOSTA...” para se firmar em algo, mas tal qual letras de musica, e tal qual aquela dissecação de “Dançando” numa madrugada qualquer pelo msn, me pego pensando: mudou o caminho e não sei se haverão bifurcações ou retornos.
No mais: saudades...

*Texto inspirado livremente no “I Don’t Blame You” de Suellen Santana no blog >> http://claritromicina.blogspot.com/

Agridoce.  Melodias suaves para corações amargos... Ou letras acres para pessoas doces... Surgiram descompromissados, sem muita expectati...

O Casulo Se Abriu....

Agridoce. 


Melodias suaves para corações amargos... Ou letras acres para pessoas doces...
Surgiram descompromissados, sem muita expectativa, tímido, feito primeiro amor, feito criança dando seus primeiros passos, seus primeiros 20 passos...
E hoje chegou aos meus ouvidos, formado (ou quase) com os pêlos começando a se manifestar, com os hormônios começando a turbilhar, os peitinhos já fazendo volume sob a blusa, os pensamentos longe e ao mesmo tempo tão internos.
É assim que vejo agridoce.
Vejo, não.
Tai algo que é difícil definir bem. A Agridoce não deve ser escutada, nem vista; e sim sentida, da maneira que for, com ternura, com pesar, com medo, pavor, libido ou mesmo osmose, mas sentido.
Deve ser esquecida a voz por traz daqueles timbres, devem ser esquecidos os dedos por trás daquelas melodias. Deve se sentir a letra, sons e sensações. É arte com textura. Pelo menos senti assim.
Não vou definir porque não dá. E ponto.
O que farei é tentar descrever o que cada uma representa por enquanto. O que cada uma me fez sentir (me repito na palavra sentir percebam). No que captei.
Mas já aviso que sei que terei que analisar de novo daqui uma semana ou daqui umas horas em alguma madrugada qualquer... No momento em que ele vier de novo, bater me pegar de jeito para alçar vôo com eles novamente...

Embrace The Devil

Confesso que quando soube o nome dessa faixa no álbum logo imaginei algo soturno, psicodélico extremista sabe?(julgando o livro pela capa).
Mas o que ouvi foi algo diferente. Não havia nada de soturno ali, mas também nada de terno.
Era estranho, diferente do que já havia experimentado vindo da Pitty e do Martin (com o Martin e Eduardo, a Chá de Bebe e etc por exemplo) era diferente. Folk na essência, mas havia mais.
Todos mentimos não? E noto que não estava tão enganado assim...
A letra assusta e diverte. É irônica, simples e com ritmo "estala os dedos e se joga". Gravada limpa, mas com umas sujeirinhas deliciosas de se ouvir. Um desabafo uma confissão do doce e do acre... O ponto em comum que todos abraçam o diabo e gostam afinal se caiu ali...

Dançando

A primeira criada, a primeira trabalhada, divulgada.
Dançando é um Ode a tudo aquilo que os chamados errantes ternos sentem. Querem enxergar alem do que é palpável, Acreditar que “o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes”.
Acreditar que há beleza no mundo mesmo diante de tanto caos, maldade e sombras.
Aqui pela primeira vez como muitos, senti falta do timbre mais sincero e descompromissado de Pitty. A emoção confessional que a demo trazia. Porem com uma audição mais atenta notei que não, eles acertaram mais uma vez.
Dançando cheio de elementos ocultos, singulares peculiares que envolvem ate mesmo o som de talheres em garrafas de vidro, adquiriu um timbre morno, quase sem emoção, quase como se a canção fosse uma oração. Há melancolia na letra e a voz inflexiva transmite isso. Se antes na demo sorriamos ouvindo achando fofa a canção agora percebemos que ali há uma inquietação por mais lírica que seja as melodias.
A psicodélica cheia de texturas do final é quase uma overdose de nirvana nas têmporas, onde se entende o porquê a recomendação “escute com fones de ouvido” é acertada e necessária.
Ritmo nostálgico, quase um pop perfeito. Escolha perfeita como primeiro hit.

Say

Talvez a mais pop dentre elas.
Balada de melodia gostosa que dá vontade de sair dançando. Um filme/clipe passa por entre a mente e nos remete a varias sensações e sentimentos.
Aqui Martin assume o posto que adquiriu durante esses anos, como um dos mais precisos e criativos musicistas brasileiro da atualidade.
Os dedilhares é de uma precisão e delicadeza impressionantes. Lindo.
Possível próximo hit?

Romeu

A meu ver uma das letras mais sentimentais que tem seu esplendor na demo.
A versão de estúdio aqui ganhou camadas, mas perdeu seu sentido “declaração de amor” ao ser introduzido batidas que só apagam o sentimento ali contido. Não gostei. Fico com a demo.

20 Passos

Martin se provando mais uma vez.
Alem de mais uma vez melodias e dedilhares perfeitos, o timbre apresentado carregado de emoção e leveza imprimem a musica um tom jovial quase saudoso.
É carregado de texturas. Uma das três maiores conquistas desse álbum. É singular os detalhes que fazem de 20 passos um dos grandes momentos do disco/ano.

Ne Parle Pas

Assumidamente por mim a que menos gostava. Menos não significa que não gostava. Só não batera como as outras.
Talvez por musica na língua francesa me remeter a sensualidade e mistério, coisa que Ne Parle pas não me passava.
Passado.
Nessa versão de estúdio a canção ganhou tom lírico. Um tom quase épico repleto de corais de fundo, camadas diversas e uma melodia suave, mas pesada.
Indescritível a passagem de tempo, a evolução que ela ganha ao se desenvolver cada vez mais para cima, em tons mais elevados, mas mantendo-se suave. Contudo há peso ali para quem escuta. Ela consegue o tom de mistério que uma musica francesa “precisa”. É mágica. Inspirada. Sem falar na introdução que vale só pela experiência diferente.

Upside Down

Mais uma candidata a single com certeza.
Talvez a mais completa do álbum. Onde se resume a proposta agridoce de ser. Há textura, há camada, há psicodélia, há melancolia, há poesia, há delicadeza, há questionamento, há descompromisso, há uma sucessão de timbres, e sons intercalados, delays descontrolados e ainda assim é uma canção gostosa de ouvir, de se cantar junto, pular, dançar ou cantar emocionado. Funciona tanto com fone quanto sem.

Epílogos

Minha canção preferida desde o inicio.
Começarei pela introdução. Aqui só posso interpretar da maneira que a sinto.
A intro remete a momento de execução. Desde o inicio já se sabe e se espera drama, tristeza, peso. E é o que vem.
A letra versa sobre o medo da morte, não somente a morte física, mas a morte em vida. A limitação. É uma oração um clamor, um pedido, uma suplica. Uma das letras mais sinceras e emocionais de Pitty. A que ela mais se expôs em toda a carreira como compositora.
Melodicamente falando é incrível a potencia, as batidas, o piano pesado e sujo, o violão forte e agressivo ate, com elementos que a suavizam e elevam. O timbre ganha um tom urgente e claro, o coral só aumenta a pressão e cunho emocional. Trás pesar. É uma faixa difícil por conter muita textura talvez a que mais tem ao lado de 20 passos. Mas aqui a textura serve para introduzir peso e não leveza como na anterior.
É bela, é triste. A todo o momento parece estar presente diante de uma execução e um clamor por misericórdia. A quem? Não se sabe.
O refrão contem elementos distintos que é preciso fone potente e silencio externo absoluto para perceber. O coral parece um cântico antigo...

Rainy

A principio parece ser uma musica natalina. O que não deixa de ser verdade.
É hit com certeza.
É delicada, leve ao extremo, daquelas que você não quer que termine nunca.
O piano possui dedilhar preciso mas bem suave. È uma baladinha que parece simples mas não é. Um dos grandes feitos do álbum/ano com certeza ao lado de Say e de...


130 Anos

A mais descompromissada. Nos remete a alguma canção de Raul Seixas. Folk puro. Com teor “um dia no parque”.
Pássaros, água e cães são o pano de fundo para um violão e uma escaleta suave e nostálgica para um timbre calmo e comedido. É linda é 130 anos. Mais um hit?

O Porto

Ao lado de Upside Down a que mais usa elementos variados. Um clássico contemporâneo. Canção de guerra. Forte, brutal, reflexiva. Nada leve. Ganha força à medida que avança. A terceira maravilha do disco/ano. Repleta de timbres, delay’s, melodias fortes e carregadas batidas incessantes e absurdamente precisas. É um hino.
Uma canção simplista e extremamente complexa em sua concepção e captação. Não há como passar indiferente a ela.

Please, Please, Please, let me get What I Want

Versão de um clássico do The Smiths que aqui ganha minimalismo e beleza. Não há muito que dizer. É dar play e sentir com destaque ao coral de fundo no final.

Em resumo o álbum entrou para a seleta lista dos grandes melhores e surpreendentes álbuns nacionais do ano. Ao lado de Cícero e Criolo por exemplo.
O sabor é extremo e com certeza, paladares exigentes não faltaram.
O barulho das asas desses dois é musica e arte aos ouvidos. O casulo se abriu e a mariposa e a borboleta estão em sua melhor forma.
E é lindo poder voar junto com eles...

Acessem o site do Duo para escutar o disco na integra! >> http://www.agridoce.net/


Will Augusto. Tecnologia do Blogger.

Realidade Utópica no Face

Featured Posts

Utópicos

Contact Us

Utopicos ate o momento

Eu
Aquilo Tudo que posta no Facebook e mais tantos mistérios que nem mesmo o espelho ou o mundo dos sonhos foi capaz - ainda - de descobrir.