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*Sem Pontuação, para cada um interferir no sentido da maneira que convir* A procura da lua na noite fria de inverno Fechei os olhos para bu...

Te Espero

*Sem Pontuação, para cada um interferir no sentido da maneira que convir*

A procura da lua na noite fria de inverno
Fechei os olhos para buscar com o peito já em chamas
O frio chegava à espinha
Os dentes batiam, o suor derretia aquilo que fervia em volta
As estrelas já se apagavam quando a escuridão tomou conta do crepúsculo
A mercê de caçadores, na floresta e no morro íngreme te encontrei sentado
Enxergando o vento e suas cores no planalto
Separei meus lábios cerrados para lhe falar
Aticei meus ouvidos para te sentir bradar
Despi-me do frio para poder te sentir eletrizar em mim
E nos olhos que já continham lagrimas amarga, reativei a memória
Para lembrar-me de sua partida
Para lembrar-me de sua morte sem despedida
Para lembrar-me dos olhos e do pio da coruja na sua ida
Quando me esfaqueei pelo seu veneno tomado
Quando me esvai pelo momento separado
Quando deixei o mundo vivo com você abraçado
Minha vida era a morte sem você aqui
E sua vida é morte vivida sem eu aí
O vento são meus cabelos a lhe acariciar e o brilho da lua
Meus beijos a lhe atiçar
Mas nunca mais a terra, ou o ar serão meus afagos, arranhões e sussurros a lhe amar
Te espero... Te espero aqui... Sua doce menina morta... Te espero

Farto do cotidiano. Buzina calor, sol, frio. Vento e gripe são constantes. Mais uma seleção de um reality show rico, vulgo sexy e erótico, a...

A Mesma Praça... PIU!

Farto do cotidiano.
Buzina calor, sol, frio. Vento e gripe são constantes. Mais uma seleção de um reality show rico, vulgo sexy e erótico, a mesma novela, o mesmo protagonista, o mesmo reclamar, o mesmo coração partido. Aquela lua e aquele signo. Ahh o cenário musical de merda.
Quem é ‘jiló’? Quem é ‘Abel’? Quem quer saber do ‘Instart’ e do ‘Movie’?
Ahhh tudo de novo do funk ao grunge.
E os mesmo ate quando? E os mesmos vídeos do youtube.
Mais Google e menos enciclopédias. E o barco navegando... E os tubarões cheios de tucanos as costas afundando.
As mesmas baleias, os mesmos “artistas”. Tudo mais do mesmo e inovações passadas cheias de graça e ternura.
O mesmo orgulho no Vico digital, “cocal”, e alcoólico. O mesmo fechar os olhos e ouvidos e ego critico do: "sei da vida mais que qualquer um, mas digo que não; que sou humilde; e que tudo não passa de uma questão de opinião."
Quanto mais “parodial” melhor, quando mais intelecto melhor.
Beijam um, dois, três, beijam quatro; o gozo rolando não se pode parar...
Ahh o mesmo garoto querendo ser ironicamente acido, escrever e esbofetear o mundo.
Madrugadas, manhãs e nenhum sentido ou métrica.
A mesma praça, o mesmo banco, e o Pintinho Piu!

Me calo. Me reviro. Me enxergo. Me atiço. Como duas estradas paralelas e dispostas, cada uma em um eixo desigual, os caminhos se cruzam e se...

Res

Me calo. Me reviro. Me enxergo. Me atiço.
Como duas estradas paralelas e dispostas, cada uma em um eixo desigual, os caminhos se cruzam e se fragmentam em espaços de tempos diferentes.
Confuso? Muito psicanalítico? Essa é a intenção.
No alto dos meus 22 anos, já me vi começando e criando facetas de diferentes formas, jeitos, cores e maneiras com “N’s” motivos e resoluções.
Já me vi exalando vontades e disparidades, futilidades politicamente incorretas e ate mesmo mesquinhas ou tão nobres quanto um dourado papal.
E já terminei também, já me vi encerrando fases, faces, muros, historias e romances, amizades e profissões, certezas e estradas sem conta e sem fio, sem asfalto, sem rimas, sem fim.
E tudo isso é normal. Não importa a idade, ou mesmo o “pessoal” individual de cada pessoa. Somos volúveis por natureza bruta, o que significa que vivemos de ciclos. É o não parar nunca que nos faz ser vivo.
Então é natural eu ter sido tantos, ter feito tanto em tão pouco tempo. Porem a questão aqui não são os fins e os finais e sim os meios, os ditos diariamente recomeços.
Sabe quando você sente que esta na hora de recomeçar? Mas por quê? Pra que? Por quê?
Não sei...
Mas não encontro a razão/solução para conseguir entender o porque devo recomeçar sempre. Sem formulas, sem mapas.
O quão difícil e complicado é recomeçar?
Parece simples errar um post, apagá-lo, consertá-lo e recomeçar da onde parou para uma nova via. Parece natural errar o caminho do GPS, e fazer o retorno. Parece banal, discutir, impelir e bater e depois pedir desculpas, rezar e reviver.
Mas não é simples assim.
Recomeçar seja em que conceito for, denota uma força, uma disposição aquém de muitos. Onde muitas vezes ninguém ou quase ninguém consegue fazê-lo, ou entendê-lo a tempo.
Como recomeçar depois de um barco afundar? Como recomeçar depois de uma separação? Como recomeçar do zero sem nem mesmo ter visto e enxergado o um, o dois ou o como chegou ate ali?
Não é fácil... Não é... É...
Principalmente quando o recomeçar vem pelos olhos de outros, ou pior, pelos martelos de dentro.
Aquele que lhe diz que já esta na hora de mudar, de recomeçar, encerrar algo e iniciar um novo começo, como o ano que se inicia como a meia noite dando lugar a um novo dia.
Quando esse recomeçar denota algo que você não tem idéia do que é. Quando ele significa você deixar morrer parte do que lhe faz viver, quando ele denota você morrer dentro de você.
Quando esse recomeçar nada mais é do que seu sinônimo de se perder.
É; falar sobre recomeços, retornos, sobre “res” é quase impossível. Tal qual fazê-lo.
Mas as vezes dá certo mesmo sem percebermos tal qual agora.
Me reviro, me calo, me atiço, me reconheço...
Escrevendo apenas para tentar encontrar um novo desejo... O meu próprio...
Redundante? Talvez... Que seja...
Mas eu agora só queria uma bussola para me apontar a direção ao cimento e ao empreiteiro que pudesse me indicar como mapear meus próprios pensamentos, minhas estradas de fora e de dentro...
Algum empreiteiro por ai?

Uma cadeira de balanço e três balões brancos. Ele conseguia observar de longe aquela casa antiga e abarrotada de pessoas que amava. Crianças...

Uma Cadeira de Balanço e Três Balões Brancos.

Uma cadeira de balanço e três balões brancos.
Ele conseguia observar de longe aquela casa antiga e abarrotada de pessoas que amava. Crianças, seus sobrinhos de escolha, brincando e gritando, os mais velhos fazendo piadas e sentados em pequenas mesas de plástico quadradas com marcas de cerveja decorando. As mulheres em sua maioria na faixa dos 30 anos de idade exalavam beleza e cabelos despenteados, falando de suas vidas, de suas crias, de seus amores, do machismo do mundo e do feminismo ameno que batia sobre aquele novo século. Os homens reparavam nas bundas das mulheres alheias, sempre atentos se nenhum reparava em sua própria mulher, se orgulhavam da família construída com seus esforços e bebiam suas cervejas, falando de bolas, traves, carros velozes, a gostosa da ultima capa, da impotência do maluco estranho, do dinheiro sempre faltando e na próxima carne que iriam assar.
Os jovens, adolescentes não estavam ali. Alguns cães fugiam de seus caçadores – as crianças- e a musica alta, de alguma loira qualquer, ressoava pelos tímpanos quase imperceptíveis.
Era uma visão bela, pensava ele, no alto de seus 25 anos de idade.
Família, amigos, toda uma geração passada, presente e futura reunidos em torno de risos e momentos únicos, raros e extremamente necessários a qualquer ser vivo.
Mas por algum motivo ele não conseguia se sentir pertencente aquilo. Ele enxergava, mas não conseguia ver alem de cores, sons, e sensações. Não era rabugice, ou mesmo um paradoxo gótico qualquer. Nem mesmo nenhuma teoria do caos. Ele era feliz, ele ria, bebia, se permitia, transava, namorava, aproveitava tudo o que lhe cabia, chorava quando tinha que chorar ria quando tinha e queria rir. Não era o caso de não se sentir pertencente aquele mundo, aquela época, aquela família. Era o caso de não se sentir pertencente dentro de si mesmo. Talvez ele só fosse louco, ele pensava constantemente e ria de si mesmo bobamente.
Um balão acabara de estourar..e só restavam dois agora.
Desde sua infância ele se achava dono do mundo. Queria ser ator ou apresentador de programas de TV. Animador de auditório. Queria ser calouro, cantor. Ter uma banda brega onde ganhasse calcinhas de presente ou uma banda de rock, onde pudesse beber ate cair e dizer que isso era ser rock star.
Ele cresceu, não no tamanho, mas na maturidade e depois das drogas resolveu que seu mundo estava mesmo era no cinema.
As danças, os passos, o balé, a segunda guerra mundial e a quinta. Os policiais e aquelas perseguições nas ruas e na selva. Aquele mistério do universo desvendado, aquele musical na chuva estupendo. Aquela musa em perigo, aquele tapa na cara e o tiro, a facada, a espada no peito do vilão que queria a pedra do rei. Aquelas cores, aqueles sons, aquelas imagens, aquela adrenalina, aquelas historias... Ah... Aquelas historias... Os cowboys em seus cavalos, as lutas entre gladiadores, aquelas vacas falantes e aquela casa voadora e mal assombrada. Aquela linda mulher do sapatinho de cristal que adormecia e era salva por um beijo e os sete anões.
Aquele rato aviador, os amigos gays que tentavam ser aceitos e entender sobre amor não correspondido em suas vidas repletas de balas perdidas. Aquele pequeno roteirista que queria fundar uma sala de exibições e conseguiu ir alem chegar ao planeta dos macacos, numa vassoura e depois de encontrar o anel de ouro, se perder em meio os destroços de um navio naufragado.
Sim, aquele universo da sétima arte era e sempre fora o que o moveu. Mas mesmo ali naquela luz, ele ainda se sentia um estranho, alguém que não pertencia. Não conseguia encontrar a si mesmo dentro de si.
E só havia mais um balão branco...
O tempo mudava constantemente, ainda mais ali nas planícies onde a festinha de aniversario de seu irmão sobrinho mais novo acontecia. Sete anos. E ele conhecia seu irmão de escolha a mais de dez.
Em pensar que se não fosse por uma tequila, uma rosa e um filme, ele poderia ser o pai da criança. Bons tempos; pensava ele; em que um passo poderia modificar toda uma vida.
Alguém o chamou ao longe e ele deixou o balanço pra traz.
No caminho de volta a festa, ele decidira soltar o ultimo balão branco que restara.
E este subiu, subiu cada vez mais deixando-se embalar pelo vento forte que começava a açoitar as planície.
E mesmo sem ter consciência, ele sabia que ele tal qual aquele balão branco, subindo ate onde o vento lhe permitisse, tentando se achar naquele vasto céu de imensidão, ele tentava se encontrar.
Mas talvez o caso não fosse se encontrar ou se sentir um dentro de si. Talvez fosse apenas questão de descobrir que tipo de ar lhe preenchia e que tipo de rajada lhe fazia subir.

Ta bem. Todos ou a maioria me conhece, pelos textos longos, pelas palavras elaboradas carregadas de sentimentos e mimimi’s tão extremos e ...

HappyBDay Brunão



Ta bem. Todos ou a maioria me conhece, pelos textos longos, pelas palavras elaboradas carregadas de sentimentos e mimimi’s tão extremos e pegajosos as vezes que chega a dar vontade de espancar. A maioria também me conhece por ser dotado de grandes duvidas e quase nenhuma certeza na vida. To sempre perdido, sempre procurando e esperando o que nem eu mesmo sei se existe ou há.
Mas não tem como não parar, refletir e sorrir diante de poucas pessoas que conseguem romper esse hímen de duvidas, de mimimi’s, de Willian que tenho, e que conseguem tirar e fazer viver o meu lado mais inocente, mais dedicado e largado mesmo, o mais permissível que existe.
Ele é uma dessas poucas pessoas que conseguem esse feito, sem saber e sem eu saber explicar o por que. Talvez seja o jeito único de ser, a alegria de viver. A maneira que denota e demonstra ser confiante apesar dos medos e desafios que tem que seguir a maneira que sorri e gargalha como ninguém por um amigo cheio de minancora no rosto, a maneira que feito jornalista do TV fama consegue dar uma noticia ou saber dela na velocidade da luz, o swing louco e nível ninja de se mover entre as batidas da pixxxta, sendo ela um funk, um rock, um brega ou um pop.
O modo como ele sabe quem é, como é, o que foi e o que sempre será no coração de quem o acompanha e tem a sorte de ter seu respeito e sua atenção, e que mais que isso tem a honra de ter relevância suficiente para ser trolado por suas opiniões acidas e imutáveis alem de suas vontades e ideais.
Talvez seja o eu amor pelo amor, pelo sentimento, talvez seja seu olhar carregado de mistério e Bracho Fellings a lá Roxanne, ou mesmo seu talento para entender coisas alem das percepções da maioria, sua disposição pra farra e pros assuntos sérios, sua força de cada virada dia a dia, suas escolhas de amigos, magia e família, sua dedicação ao que acredita e suas lagrimas sem vergonha alguma a cada tristeza, emoção ou alegria.
Seu toque hora quente, hora gelado, mas sempre firme e seguro, seu humor despreparado e profissional de quem nunca pisca no momento errado. Suas verdades, sim, deve ser, acima de tudo suas verdades.
Enfim... não sei o que é, mas Ele sempre conseguiu tirar de mim um lado que sempre me fez falta. Com ele me sinto em casa, e também não sei explicar o que isso significa. Só sei que por isso não perco uma oportunidade de abraçá-lo quando ele esta perto, de rir com ele e quando chegar o momento e precisarmos, chorar ao seu lado também, da maneira que tiver que ser.
Hoje escrevo sobre o Bruno Ereno, Nosso Brunão, Minha delicia cremosa cheia de amor, alguém que demorei a enxergar e que só me trouxe os melhores e mais francos momentos que poderia querer de um amigo. Sim tenho um amigo assim, sei que tem pessoas que passam a vida procurando, mas parece que dentre minhas procuras, esperas e incertezas, ELE já se tornou um absoluto certo dentro do meu universo particular.
Feliz Aniversario Brunão, cheio de Borbulhas de Amor, direto ao seu aquário de onde não pretendo jamais deixar de mergulhar... Te adoro nego!


... São só palavras... Cai de cabeça num ano que me trouxe tudo o que eu nunca desejei. E nisso se aplicam coisas boas e ruins, tristes e ...

Que venha!

... São só palavras...

Cai de cabeça num ano que me trouxe tudo o que eu nunca desejei. E nisso se aplicam coisas boas e ruins, tristes e alegres, pesadas e leves, somas e... coisas perdidas...
Foi um ano marcado por pesadelos, lagrimas, decepções, coisas necessárias e preocupações, de descobertas e transformações, aprendizados e planos.
Neste ano de 2011 vivi mais, me permiti mais, mas também senti mais, de maneiras que não precisava ou ao menos não acho que precisava ter sentido de mais.
Um dia sozinho ao por do sol no Ibirapuera, uma manhã sentado na sarjeta querendo ter forças de deitar na vala, no asfalto, um final de semana tentando entender o porque de tudo, 6 horas imerso numa conversa de uma posição só.
Uma madrugada na Vila Madalena conhecendo novas pessoas, um dia no shopping de reencontros absurdos.
Augustas e Paulistas e suas luzes não fazendo mais sentido algum e um Paraiso transformado em inferno em algumas gotas de chuva, frio e tatuagens caídas por terra.
Veio sensações também, através de musicas, letras, textos, filmes, sustos, andanças na contra-mão e cansaço. Sim exaustão. Um ano que passou se arrastando e deixando sangue pelo caminho...seco sem possibilidades de doação ou beleza vampirica.
Mas houve também coisas belas, muitas delas impublicaveis, houve risos, viagens, realizações e sonhos tomados por uma fomentação tão constante e forte que chegava a assustar.
Houve perdão e justificativas, houve posicionamentos, houve desmistificações e verdades obtidas.
Houve fortalecimentos e amizades readquiridas. Houve visões, houve mudanças, houve partidos, houve suores, bocas, corpos, calores, guizos, gasolinas, gps's, ruas, uma São Paulo inteira e um Rio de Janeiro também, houve duvidas e bares com cadeirantes, baladas e shows alucinantes, houve becos e estúdios, houve Whisky's, vodcas e kamikazes dúbios e roxos vorazes e inexplicáveis,houve noites perdidas e ganhas na frente do computador, houve reconhecimentos e desejos de algo alem e medos dissolvidos em abraços firmes e palavras certas.
Houve saudades... Sim houve demais, mas também houve o "não me faz mais falta ou palpitações".
Houve desabafos, houve aberturas, houve fechamentos, houve aventuras, houve contatos, houve esporros e discussões, houve ouvido para escutar o que precisava e houve voz para dizer o que não aguentava mais segurar e omitir.
Houve prazer... Sim como em nenhum outro ano houve prazer, houve fome, houve gana, houve desejo, houve tantos haveres sem contas ou numerações.
Houve quintas memoráveis, houve Karaokes inesquecíveis, houve puteiros, houve mentiras e ocultações, houve classes A, B e C's; houve confessionários e o aprendizado do "calado e guardado as vezes é melhor".
Houve Você e houve Eu, com e sem um Nós, Houve um Ele, um Eles e Elas, houve um Todos Eles e todos Nós, e houve Um...
Houve textos, palavras ao vento e talhados em pedras para a eternidade, houve presentes, houveram piadas e lagrimas de sorrisos sem nenhum querer fim...
Enfim, houve tanto...
Mas no geral foi um ano confuso e claro ao mesmo tempo, um ano que não me fez bem, não me fez valia, não foi facil, não foi suportavel... Dizem que ELE só nos dá o peso ao qual podemos suportar... Talvez ELE tenha errado um pouco na "mão"... Mas...
Contudo, esse ano, tal qual a musica ao qual a musica denota, me ensinou que a vida é como um balão...
E como tal, necessita de pessoas que a preencham para transforma-la e torna-la o que deve ser. E se a minha vida também é um balão, eu desejo que em 2012 me soltem na encosta e me deixem pairar ao infinito. E que quando seja a hora de estourar ou murchar, que seja de forma plena, por quem voou sem medo da volta ou do desconhecido.
Afinal, como dito por um dos meus balões e ventos: "a vida só é um balão quando há ar para preenche-lo, caso contrario a vida se torna um peso preso ao chão".
Por isso eu só quero planar e me deixar ser preenchido e preencher de amizade, amor, prazer? Tanto faz, mas preencher tudo o que 2012 venha a me oferecer, e que se for para acabar, encerrar o que for, que esse ano que esta por vir tenha a consciência de que eu estou planando... E por culpa de 2011, eu não pretendo descer tão cedo.
Não é agradecimento, mas 2011 meu nego! Vá em paz... Queime se renove e purifique e descanse da batalha e batidas vividas. E 2012... Não sei ainda qual a sua face, mas estou de frente pra ti, de queixo erguido, pronto para recebe-lo como a um amigo, ou pronto para aceitar qualquer que seja o seu desafio.


Aos meus ares de 2011, meus balões, aos ventos sob minhas asas que não quero e  não vou deixar sumir de vista nesse amplo céu que nos comporta, que de uma maneira ou de outra, por um motivo ou por outro se fizeram presentes em mim:



E a todos vocês que estão lendo aqui, aos novos seguidores e leitores, aos novos colegas e conhecidos, aos familiares que estão se interessando e enxergando, aos amigos sim, virtuais e/ou presenciais, aos queridos que 2012 terá que me trazer, e como ali nos avatares sem rosto, aos que fizeram parte do meu 2011 mas não fazem mais(quem sabe...) e aos que ainda virão e já estão, mas que eu ainda não consegui encontrar...
Obrigado!

PS: Não, não são só palavras...

Entre seus dedos, seus fios de cabelo, seu cheiro, seu perfume, e seu olhar vagamente vesgo ao encarar os meus... Sua sobrancelha grossa esq...

Estou...

Entre seus dedos, seus fios de cabelo, seu cheiro, seu perfume, e seu olhar vagamente vesgo ao encarar os meus...
Sua sobrancelha grossa esquivada pra cima, como quem tenta decifrar sorrisos... Seu riso; de alegria extrema, mas forçadamente falso, sempre que avista um flash.
Seus passos, seu passo a passo, suas pernas de grossas e fortes coxas, ancas, e panturrilhas cansadas de perseguir e esperar.
Sua fome de mundo, numa dieta que diz você que só eu sei preparar.
Suas mãos, entre aqueles dedos, finos, tortos, quentes e ásperos de quem já lutou e quer batalhar ainda mais.
Seu peito de aço, empunhado à frente feito galo no ringue pronto para me defender a mínima chuva que o céu tentar me atingir.
Seu gosto bizarro, amargo e alegre nos ouvidos; e saboroso, inebriante, fugaz entre os lábios e a língua viva, na saliva onde quero sempre me embebedar...
O calor bruto do corpo, os ossos em riste a carne macia e firme... Num sistema imunológico tão falho quanto à gripe da garoa do fim de tarde.
Seus medos insanos por certos bichos, e sua cara de criança em pensamentos e sexo de homem tarado louco...
Sua amizade, seu peso e altura, seu braço que me levanta feito folha arremessada de papel rasgado no ultimo dia do ano.
Seus cabelos pretos, finos morenos que entre minhas narinas me fazem escrever sonhos e poesias...
Seu nome escafandro, mirabolante dinâmico, misterioso feito o seu passado ainda latente que lhe distancia em momentos de natal, ano novo e páscoa.
Entre meus medos, sua coragem e possibilidade de se fazer novidade permanente na NOSSA vontade de estar entre um Nós!
Estou pronto...

Hoje abri o presente que você nunca me presenteou. Aquele de aniversario, que você comprou, embalou e ate escreveu-me uma carta (sim você es...

Meu Final Inesquecível

Hoje abri o presente que você nunca me presenteou. Aquele de aniversario, que você comprou, embalou e ate escreveu-me uma carta (sim você escreveu uma carta), mas que nunca chegou a me entregar.
Hoje o abri... Em meus sonhos e mais tarde sobre a mesa de madeira da cozinha, de madrugada, depois de comprá-lo com meu dinheiro, embalá-lo com minhas mãos e minha fita adesiva de mim pra mim mesmo, para depois abri-lo como se entregue por um ser que há anos faleceu sem ao menos dar seu ultimo suspiro.
Entediante como sabia que seria, sem emoção, sem choro, sem significado, mas precisava disso para encerrar o que já teve fim.
Me pego pensando em cada fase que vivi naquele inferno, cada morro que subi sozinho, cada frase que dediquei a você, quantas horas que perdi tentando projetá-lo e inseri-lo onde jamais coube. Onde nunca pertencera ou ficaria.
E chego à conclusão que fui tolo ao pensar durante tanto tempo que você era perfeito a mim, que você era um ser sem ressalvas e que aquele sentimento era imaculado e perfeito... Nunca foi... Nunca é...
Todo amor é bandido, sujo, falso e enganador, mesmo aqueles da Cinderela e das bodas de diamantes...
Não entenda mal meu caro. O amor é aquele paraíso, é aquela consolação... Momentos bons e felizes, tristes e pesados... É uma projeção da vida, invisível, impalpável... Sim claro...
Mas todo amor por natureza é depravado e como tal não pode ser puro. E o nosso; o meu; era uma puta, meretriz que não precisava da grana e do “ganha-pão” só precisava do membro em si, em ação.
Não, não era só desejo que eu sentia era amor, talvez ainda ate seja... O que quero dizer é que nunca foi puro, nunca foi idealista como – eu - durante tempos imaginei.
Queria a fantasia dos contos de fada, esquecendo que sou humano, e que toda fada se desfaz ao fim do dia ou quando o rolo do desenho termina.
Tudo que vivi, senti e chorei todos os poemas e textos que lhe dediquei todos os contos e romances em que lhe desenhei, todas as feridas a que lhe sangrei e todas as mortes que chorei, hoje vejo como fase. Fase que precisei viver para... Sabe se lá para que... Mas que passei e sobrevivi...
Não odeio nada do que se passou. Cada lembrança, cada pedaço de cicatriz e cada nó no estomago a cada play daquela musica, daquele chocolate, daquela praça/parque, de cada show daquela banda, a cada citação daquela frase, daquela data eu vejo como algo belo, digno de orgulho.
Tal qual Romeu e Julieta, meu amor por você foi trágico, mas belo. Não podemos negar que foi uma grande historia, mesmo sendo contada parece incrível; uma ficção por si só, em cada silaba falada ou escrita.
Sei que só nós saberemos o que ocorreu (será?).
Nunca vou esquecer e temo que você também não... Sei que ainda virá e lerá, sei que irei procurar, sei que esporadicamente tentaremos voltar... Mas foi.
Vai, sempre vai... Mas continuará sendo uma bela historia, uma grande historia.
Dizem que um homem se faz imortal depois de ter um filho, plantar uma arvore e escrever um livro... Pois eu penso que criei uma vida em você tal qual você criou uma em mim, e que cada parágrafo da nossa historia são series de livros, impressos em cada pagina em folha da vida.
Se isso não é plantar, criar e viver, não creio que existam imortais afinal...
Só sei que eis inesquecível... Tal qual o Velho Batuta Pirado do presente que ficou no passado...
É... Lhe dediquei capítulos... E finalmente hoje, posso dizer que os encerro com um glorioso, cansado, sofrido, mas aliviado FIM.

Dedos no teclado a espera Fechando os olhos sem imaginar nada alem de Papeis cartas e balas Em sono profundo, acordo e desperto Tudo esta lá...

A Espera

Dedos no teclado a espera
Fechando os olhos sem imaginar nada alem de
Papeis cartas e balas
Em sono profundo, acordo e desperto
Tudo esta lá, tudo continua aqui
A espera...  A espera

Veja o que não pode ser enxergado
Escute o que não pode ser ouvido
Sinta o que não pode ser sorrido
Perceba o que não pode ser amado
e continue na espera
Dedos no teclado, mãos sujas de tinta
Perfume de chocolate forte no ar
À luz forte do computador
Fraqueja, grita forte - Eis a minha dor
A confusão é prova
Mais uma lição
Oh não!

Na frente esta a chuva que não quer molhar
A dama e o vagabundo sem poder se olhar
Queria apenas deixar de esperar
Espera... Espera...
Na rua mais um clique de quem não quer mais
Conectado ao mundo, mas sem nenhuma paz
Sozinho no meio de uma multidão
A espera... Espera...

Liga o radio sem poder ouvir
Liga a televisão ser poder curtir
Vai ao cinema e não tem ninguém lá
Já não posso imaginar
Com o mundo diferente a loucura impera
As horas vagam tenras sem olhar a quem

As rugas crescem sem poder parar
(e a vida não me espera)

A estação fechou o trem já partiu
Nenhum ensinamento, erros ou promessas

Passo a vida no eterno retorno da espera
(a sua espera, a sua espera)

Insatisfação crônica... Patologia vivida e eternamente adquirida. E hoje finalmente aceita. Sempre me perguntei o que há de errado comigo. M...

Will a lá Woodyano

Insatisfação crônica... Patologia vivida e eternamente adquirida. E hoje finalmente aceita.
Sempre me perguntei o que há de errado comigo. Minha vida inteira foi acompanhada por esse questionamento, de dentro e dos olhos de fora também. Sempre me senti excluído da maioria justamente por isso. E fui encontrar abrigo nos diferentes, iguais a mim por assim dizer.
Às vezes acho que o diferente são os outros e eu que sou o normal.
Desde a mais tenra idade, porem essa sensação de não pertencer tem me causado experiências assustadoras e nada prazerosas. Me fez criar um modo de vida particular onde somente antenas perspicazes e sutis; sensíveis; conseguem penetrar e traduzir em freqüências  entendíveis.
As artes me ganharam e conquistaram de imediato justamente por isso. A arte seja quais forem, tem essa característica o de não pertencer aos ditos normalidades do restante da vida e por isso mesmo são tão..reais, são tão à mim.
O cinema e a musica ganham destaque especial aqui dentro. São capazes de me destruir ou mesmo me reconstruir num passe de mágica, de plano, de elipse ou de compasso.
Com exceção de Woody Allen.
Suas obras sempre me intrigaram, mas nunca entendi o porquê apesar desse interesse sem explicação nunca consegui senti-lo, ouvi-lo, degustá-lo. Algo sempre me repudiava, me cansava, me causava desconforto e hoje entendi o por que.
Assistindo em seqüência “Meia Noite em Paris” e “Vicky Cristina Barcelona” entendi o que há no Allen que me machuca ao me encantar.
Sua visão de mundo é tão peculiar quanto um grão de areia no asfalto.
É sutil, é quase imperceptível, desnecessário a vista breve, mas complexo...
O modo como seus filmes refletem a busca humana é algo que me coloca diante de um espelho fílmico repleto de sombras dispares com meu formato de rosto e corpo, com minhas características de olhos, de mãos, de boca, com meus traços e texturas de pele e sabor.
Não suportar classificações, eterna busca sem nunca encontrar um final definitivo, momentos e diálogos abertos, possibilidades e escolhas... Insatisfação crônica em estado terminal.
E isso machuca, fere e causa desconforto. Saber e ver que alguém consegue transpor barreiras distintas como o estado permanente de sempre estar perdido no mesmo lugar ou se encontrando sem perceber.
Minhas relações não só amorosas, mas afetivas e profissionais mesmo estudantis são um grande roteiro ‘Woodyano’... Em toda a sua delicadeza e destruição.
E não sei ate que ponto devo aceitar e lidar com isso e procurar minha própria Scarlett perfeita
Will Augusto. Tecnologia do Blogger.

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Aquilo Tudo que posta no Facebook e mais tantos mistérios que nem mesmo o espelho ou o mundo dos sonhos foi capaz - ainda - de descobrir.